A Petrobras (PETR4) alcançou produção própria recorde de 3,512 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed) no terceiro trimestre de 2026 (3T26). O volume, que reúne petróleo, líquidos de gás natural (LGN) e gás natural, cresceu 11,7% em relação ao mesmo período de 2025.
Na comparação com o segundo trimestre, a expansão foi de 5,3%. Segundo o relatório de produção e vendas, o desempenho refletiu a maior eficiência operacional em oito anos, o avanço de novas plataformas e a redução das perdas com paradas para manutenção.
Nos nove primeiros meses de 2026, a produção própria média foi de 3,359 milhões de boed, alta de 13,9% em um ano.
Búzios e Mero impulsionam produção da Petrobras
Entre os principais fatores para o crescimento estão o aumento gradual da produção das plataformas P-78 e P-79, em Búzios, e o atingimento da capacidade originalmente prevista do FPSO Alexandre de Gusmão, em Mero.
A produção própria no pré-sal também bateu recorde trimestral, com 2,96 milhões de boed. Em Búzios, o FPSO Almirante Tamandaré registrou média mensal recorde de 263 mil barris de petróleo por dia em julho.
No trimestre, entraram em operação 12 novos poços produtores, divididos igualmente entre as bacias de Campos e Santos.
A Petrobras prevê para 2027 a entrada em operação das plataformas P-80 e P-82, em Búzios, cada uma com capacidade nominal para produzir 225 mil barris de petróleo por dia.
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Diesel bate recorde e vendas de derivados crescem
A produção de derivados somou 1,873 milhão de barris por dia, queda de 2,3% frente ao segundo trimestre, com paradas programadas de manutenção. O fator de utilização das refinarias ficou em 99%.
O diesel alcançou produção trimestral recorde de 769 mil barris por dia, alta anual de 6,7%. As vendas de derivados no mercado interno atingiram 1,854 milhão de barris por dia, avanço de 6,4% sobre o trimestre anterior e maior volume desde o 3T21.
As vendas domésticas de diesel cresceram 14,4% na comparação trimestral, impulsionadas pelo plantio da safra de verão e pela maior atividade industrial, segundo a companhia.
As exportações de petróleo e derivados também bateram recorde, com 1,251 milhão de barris por dia.
“O crescimento da produção de petróleo foi acompanhado pela integração entre produção, logística e comercialização. Ampliamos a disponibilidade de navios, a capacidade dos terminais e a eficiência logística, tornando nossas operações mais ágeis e seguras”, afirmou Angélica Laureano, diretora de Logística, Comercialização e Mercados.
As importações, porém, cresceram 114,1%, para 333 mil barris por dia. Com isso, o saldo exportador líquido recuou 14,6%, para 918 mil barris por dia, na comparação com o segundo trimestre.






