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Petrobras pode entregar dividendos menores no quarto trimestre; entenda

Petrobras pode entregar dividendos menores no quarto trimestre; entenda

Projeção do BTG Pactual (BPAC11) é de proventos de aproximadamente US$ 1,3 bilhão

A Petrobras (PETR4) pode entregar dividendos menores do que o esperado pelo consenso de mercado no quarto trimestre do ano (4TRI25). Projeção do BTG Pactual (BPAC11) é de proventos de aproximadamente US$ 1,3 bilhão representando, assim, um risco de queda em relação às expectativas do mercado.

“Mantemos nossa recomendação Neutra para a Petrobras, pois continuamos a ver um cenário financeiro apertado, enquanto acreditamos quea baixa visibilidade no cenário macropolítico e um FCFE/DY pouco inspirador para 2026 (~7% e ~8%, respectivamente) limitam o potencial de uma reavaliação fundamental (re-rating) no curto prazo”, reportou o banco de investimentos.

O BTG espera ainda que as projeções mais otimistas calculam dividendos em torno de US$ 1,7 bi especialmente levando em conta uma potencial aceleração no capex (investimentos) em direção ao fim do ano e saídas de caixa pontuais (non-recurring) referentes ao leilão da PPSA e ao campo de Jubarte.

Petrobras (PETR4) tem produção estável

No último trimestre do ano passado, a produção da Petrobras ficou estável em 2,5 milhões de barris por dia (bpd), enquanto o Brent caiu 8% na comparação trimestral. Pelos cálculos do BTG, deve levar a um EBITDA relativo a Exploração e Produção (E&P) de US$ 10,2 bilhões no 4TRI25, segundo as estimativas do banco.

No segmento de Refino e Comercialização (R&M), é esperado que o EBITDA se mantenha sólido devido a margens de refino consistentes e volumes robustos.

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“Estimamos um EBITDA de US$ 1,4 bilhão em R&M (margem EBITDA de ~US$ 8,5/boe vs. US$ 7,6/boe). Antes de incorporar os dados operacionais, prevemos preliminarmente um EBITDA de US$ 11,0 bilhões (vs. consenso de US$ 10,5 bilhões) — neste relatório, focamos em um intervalo de ~US$ 10,5-11,5 bilhões para o EBITDA do 4T25”, completou o BTG.

Investimentos

Com relação aos investimentos, o guidance da Petrobras prevê um Capex de US$ 18,5 bilhões em 2025, o qual o BTG acredita que possa permanecer no limite superior da faixa caso a empresa decida acelerar o Capex em Upstream e Búzios.

“Isso sugere que o Capex da Petrobras deve ficar em torno de ~US$ 20,4 bilhões em 2025. Assumindo uma diferença de US$ 500-800 milhões entre o Capex total e o Capex de caixa para o 4T25, acreditamos que o Capex de caixa da companhia — que afeta a fórmula de dividendos — possa totalizar US$ 5,2-5,8 bilhões no 4TRI25”, completa trecho do relatório.

Por fim, juntando todas as peças do quebra-cabeça, as expectativas de cenário base preveem um FCF (Free Cash Flow — Fluxo de Caixa Livre, conforme a fórmula da Petrobras) de aproximadamente US$ 2,8 bilhões, que inclui US$ 1,7 bilhão de M&As (Acordo de Individualização da Produção de Jubarte e o leilão do pré-sal da PPSA no 4TRI25) e implica um dividendo trimestral de aproximadamente US$ 1,3 bilhão (ante consenso de US$ 1,7 bilhão).

“Dada a divergência nas expectativas de EBITDA e Capex, realizamos algumas análises de sensibilidade com diferentes níveis de EBITDA e investimentos — esta análise sugere que os dividendos têm maior probabilidade de permanecer na faixa de US$ 1,2-1,5 bilhão para o 4TRI25”, completa o relatório.

Relatório do Bradesco BBI avaliou mais cedo queas ações da petroleira passaram a ter recomendação rebaixada de compra para neutra, após o forte desempenho dos papéis no início do ano, embora tenha elevado o preço-alvo de R$ 40 para R$ 45 por ação, de acordo com relatório do Bradesco BBI. Segundo a casa de análise, a valorização recente reduziu o espaço para ganhos adicionais, considerando um cenário de longo prazo para o petróleo tipo Brent estimado em US$ 65 por barril.