O Ibovespa fechou em leve queda nesta segunda-feira (15), pressionado pela forte desvalorização da Petrobras (PETR4) e das demais petrolíferas, em um pregão que contrariou a alta de Nova York. O índice recuou 0,42%, aos 170.415,13 pontos, enquanto o petróleo desabava cerca de 4% no exterior após o anúncio de um acordo preliminar para o fim da guerra entre Estados Unidos e Irã.
As maiores quedas do pregão ficaram com as produtoras de petróleo. A PRIO (PRIO3) caiu 6,91% e a PetroRecôncavo (RECV3) recuou 6,50%. Na sequência vieram os papéis da estatal, com as ações ordinárias da Petrobras (PETR3) em baixa de 5,30% e as preferênciais (PETR4) recuando 5,15%, a terceira e a quarta maiores perdas do Ibovespa.
O movimento respondeu ao tombo do petróleo. O Brent, principal referência internacional, recuou perto de 4% e voltou à casa dos US$ 82 o barril, depois que Washington e Teerã anunciaram um entendimento que prevê a reabertura do Estreito de Ormuz e o fim do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos. Mediado pelo Paquistão, o acordo tem assinatura marcada para sexta-feira (19), na Suíça, e encaminha o desfecho de um conflito iniciado no fim de fevereiro.
O petróleo mais barato tende a aliviar a inflação no exterior, mas a bolsa brasileira destoou das praças internacionais. Em Nova York, os índices subiram com o acordo e o impulso das ações de tecnologia, enquanto o dólar recuava ante as principais moedas.
Por aqui, além do peso da Petrobras no índice, entrou no radar o Boletim Focus divulgado pela manhã, que elevou a projeção de IPCA para 2026 de 5,11% para 5,30% e a de Selic de 13,50% para 13,75%. O dólar encerrou perto da estabilidade, na casa dos R$ 5,06.
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