A Petrobras (PETR3; PETR4) vai operar perto da Guiana Francesa e aposta em novas tecnologias.
Isso porque a petroleira pretende iniciar a perfuração do primeiro poço na Bacia Foz do Amazonas em novembro.
Conforme a empresa, trata-se do ativo chamado Amapá Águas Profundas, pois está a 40 km da divisa com o país vizinho, na Bacia Foz do Amazonas.
As informações foram repassadas ontem por executivos da companhia no evento Rio Oil & Gás. Eles também disseram que a empresa já cumpriu com todas as exigências impostas pelo Ibama, e a área é considerada de nova fronteira, sendo sua exploração vista com preocupação por ambientalistas por conta de possíveis impactos ambientais na região.

Desinvestimentos por parte da Petrobras (PETR4)
Em relação aos desinvestimentos por parte da Petrobras, o referido processo, especialmente no refino, é relevante porque permite trazer novos competidores para o Brasil. A afirmação é do gerente geral de comercialização no mercado interno, Sandro Paes Barreto.
Segundo ele, a garantia da oferta deve se dar tanto para combustíveis tradicionais (gasolina, etanol, diesel, querosene de aviação) quanto para novas ofertas (biometano e bioQAV, por exemplo). Existem regiões, exemplificou, que vão possuir alta oferta de biometano, cujo atendimento tem que ser assegurado, sem quebras para toda a cadeia.
Novas tecnologias
Ainda de acordo com informações repassadas no evento, a petroleira pretende implementar novas tecnologias submarinas para reduzir emissões e custos no contexto da transição para uma economia de baixo carbono.
Vale lembrar que a Petrobras reduziu pela metade os custos de perfuração no pré-sal desde o início das atividades nessa região, com o desenvolvimento de novas tecnologias.
A companhia pretende investir US$ 2,8 bilhões em iniciativas para redução de emissões de carbono em suas operações, nos próximos cinco anos. A medida, diz a empresa, está em linha com sua estratégia de viabilizar uma transição energética segura e inclusiva. Desse total, US$ 248 milhões serão destinados a um fundo de descarbonização especialmente criado pela companhia para desenvolver tecnologias e soluções de baixo carbono.
Privatização
Já o presidente Jair Bolsonaro (PL) disse ontem, em entrevista à TV, que tem vontade de privatizar a Petrobras. Entretanto, diz saber da dificuldade de aprovar a venda da estatal.
Também frisou que seu governo tem vontade de privatizar ativos que não são essenciais, mantendo estatais relevantes para o país.
O chefe do Poder Executivo também afirmou que, em sua visão, há espaço para reduzir mais ainda os preços dos derivados nas refinarias.
Ibovespa

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