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Oncoclínicas avança em processo de reorganização, mas ambiente ainda inspira cuidados

Oncoclínicas avança em processo de reorganização, mas ambiente ainda inspira cuidados

Segundo relatório do Banco Safra, a companhia vem promovendo ajustes relevantes em sua estrutura administrativa

A Oncoclínicas (ONCO3) segue avançando no processo de reorganização operacional, financeira e de governança iniciado após a conclusão do aumento de capital e a entrada de novos acionistas, em novembro de 2025. Segundo relatório do Banco Safra, a companhia vem promovendo ajustes relevantes em sua estrutura administrativa, ao mesmo tempo em que enfrenta um ambiente financeiro ainda restritivo, o que mantém um cenário de cautela para o crédito privado.

De acordo com o Safra, entre as principais iniciativas recentes está a renovação do Conselho de Administração e o início da avaliação de um eventual processo de sucessão do diretor-presidente. A empresa contratou uma consultoria especializada para analisar e selecionar potenciais candidatos ao cargo de CEO, embora, até o momento, não haja definição de nomes nem deliberação formal do conselho sobre uma possível substituição. O movimento faz parte do redesenho da governança e busca fortalecer a execução estratégica da companhia.

A Assembleia Geral Extraordinária realizada em 7 de janeiro marcou a eleição do novo Conselho de Administração da Oncoclínicas. Convocada pela Latache após a conclusão do aumento de capital, a AGE definiu um colegiado de sete membros, sendo cinco indicados pela Latache, com apoio de outros acionistas de referência, e dois eleitos pelo Goldman Sachs, maior acionista individual da companhia. Permaneceram no conselho Bruno Ferrari, Marcelo Gasparini e Marcel Vieira, com a entrada de quatro novos integrantes, reforçando o processo de reorganização societária.

Oncoclínicas: situção ainda pressionada

O relatório do Banco Safra destaca que, apesar de sinais pontuais de estabilização operacional, a situação financeira da companhia segue pressionada. As margens continuam impactadas por eventos relacionados à Unimed Ferj e pela liquidação do Banco Master, instituição na qual a Oncoclínicas mantinha parcela relevante de suas reservas financeiras. Esses fatores limitam a flexibilidade financeira da empresa e reforçam a necessidade de disciplina na gestão de caixa e na execução do plano de turnaround.

Após o aumento de capital realizado em novembro, a estrutura acionária passou a contar com Josephina III, com 18,31% de participação, Latache, com 14,62%, BRB, com 8,68%, Lumen Fundo de Investimento, com 6,35%, Mak Capital, com 6,30%, Geribá Participações, com 5,90%, Bruno Ferrari, com 5,01%, além de 1,30% em tesouraria e um free float de 33,52%.

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No mercado secundário, o desempenho dos títulos da Oncoclínicas apresentou retração relevante no início de 2026. Na primeira quinzena de janeiro, as negociações somaram aproximadamente R$ 7 milhões, volume significativamente inferior aos R$ 40 milhões registrados no mesmo período de 2024. Segundo o Banco Safra, a redução ocorre após o forte aumento de liquidez observado no quarto trimestre de 2025, quando as negociações foram impulsionadas pelo processo de conversão dos títulos, favorecido pela possibilidade de troca por ações no contexto do aumento de capital.

Para o Safra, o eventual avanço no processo de sucessão do CEO pode contribuir para reduzir incertezas e dar maior previsibilidade à trajetória operacional da companhia, especialmente se houver a nomeação de um executivo com experiência no setor de saúde e em processos de reestruturação. Ainda assim, o banco ressalta que o cenário financeiro permanece desafiador, exigindo atenção contínua à execução do plano de reorganização.

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