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OdontoPrev e Banco Pine entram nas Small Caps do BTG por valuation e momento operacional

OdontoPrev e Banco Pine entram nas Small Caps do BTG por valuation e momento operacional

Carteira de abril troca Aura e Sanepar por OdontoPrev e Banco Pine e reforça a busca por ações com preço descontado e gatilhos mais visíveis para 2026

A carteira de Small Caps do BTG Pactual (BPAC11) sofreu duas mudanças pontuais, com a entrada de OdontoPrev (ODPV3) e Banco Pine (PINE4) e as saídas de Aura (AURA33) e Sanepar (SAPR11).

A alteração do portfólio ocorreu sem uma reformulação ampla, mas com o BTG destacando que a seleção dos ativos ainda seguem bem seletivos. Deste modo, o banco reforça que a sua atenção está nos ativos que combinam valuation atrativo com melhora operacional ou estratégica já em curso.

A carteira de abril passou a ser formada por Copasa (CSMG3), GPS (GGPS3), Smart Fit (SMFT3), 3tentos (TTEN3), OdontoPrev (ODPV3), Pague Menos (PGMN3), Tenda (TEND3), C&A (CEAB3), Banco Pine (PINE4) e Vitru (VTRU3), todos com peso de 10%.

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OdontoPrev entra com tese de reprecificação

Para justificar a entrada da OdontoPrev, o BTG salienta que a entrada da ação ocorreu após um upgrade recente feito pelo banco, na esteira da decisão do Bradesco (BBDC4) de consolidar seus ativos de saúde na companhia.

A avaliação é que o papel negocia a menos de 10 vezes o lucro estimado para 2026, em um patamar que ainda não refletiria a melhora do posicionamento estratégico da empresa. Além disso, o banco também vê espaço para crescimento com parcerias na cadeia de saúde, incluindo a Rede D’Or (RDOR3), além de projetos que podem reduzir gradualmente a exposição ao negócio de seguros.

“A ação voltou em grande parte aos níveis anteriores ao anúncio, o que nos parece injustificado diante do melhor posicionamento estratégico”, afirma o BTG no relatório.

Os analistas acrescentam que, em um cenário de cortes de juros mais lentos, o perfil de resultados da companhia também tende a ser favorecido, já que uma parcela relevante da economia atual da empresa vem da receita financeira, apoiada por caixa líquido e ausência de dívida.

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Banco Pine: crédito privado e múltiplo baixo

Já a entrada do Banco Pine está ancorada em uma combinação de tração operacional e valuation.

Segundo o BTG, o banco tem se beneficiado dos estágios iniciais do mercado de crédito consignado privado, em que gargalos operacionais abriram oportunidades interessantes em margem financeira ajustada ao risco. A expectativa é de surpresa positiva na originação das carteiras mais rentáveis, conhecidas internamente como “yield route”, o que deve sustentar um primeiro trimestre forte.

O relatório também destaca que a recente elevação de rating pela Moody’s tende a reduzir o custo de captação, enquanto a liquidez da ação vem melhorando desde o follow-on. “Negociando a cerca de 5 vezes o lucro estimado para 2026, vemos um perfil atraente de risco-retorno nos níveis atuais”, diz o BTG, ao reiterar recomendação de compra para o papel.