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Inter: avaliação construtiva apesar de ambiente desafiador

Inter: avaliação construtiva apesar de ambiente desafiador

O relatório foi produzido após uma reunião com a área de Relações com Investidores (RI) do Inter

As ações do Banco Inter (INBR32) têm uma avaliação construtiva, embora tendo um ambiente mais desafiador no curto prazo, especialmente se referindo à qualidade dos ativos e visibilidade operacional. Relatório do Bradesco BBI, avalia que a combinação de mix de crédito mais arriscado, ajustes em produtos e defasagens do ciclo de juros tende a manter pressão sobre indicadores de risco nos próximos trimestres, o que pode seguir limitando o desempenho das BDRs.

“Por outro lado, avaliamos que esses fatores já estão incorporados em nossas estimativas e parcialmente refletidos nos níveis atuais de preço, com o papel negociando a cerca de 8,0x o múltiplo P/L esperado para 2026”, diz trecho do relatório.

Com esse cenário, o BBI segue vendo a estratégia de crescimento com rentabilidade como um diferencial relevante, apoiada pela expansão das margens, evolução das receitas de serviços e avanços na monetização da base de clientes.

“Dessa forma, mantemos recomendação de Compra para INBR32, sustentada pelo valuation atrativo e pela expectativa de melhora gradual dos fundamentos ao longo do tempo”, ressalta o documento.

Reunião com área de RI

O relatório foi produzido após uma reunião com a área de Relações com Investidores (RI) do Banco Inter, em um momento relevante após a performance mais fraca das BDRs desde a divulgação dos resultados do primeiro trimestre do ano (com queda de 20%).

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Segundo o relatório, a administração destacou melhora recente nas tendências de cartão de crédito em abril, após um primeiro trimestre sazonalmente mais fraco, enquanto reconheceu desafios operacionais no produto de crédito consignado privado, sem alteração na tese ou nas premissas de custo de risco.

A margem financeira, pressionada no primeiro trimestre por descasamentos pontuais de inflação na carteira imobiliária, já apresenta normalização e deve se expandir ao longo do ano, com expectativa próxima de 10% no quarto trimestre do ano, sustentando crescimento da receita de juros acima da expansão da carteira de crédito.

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