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Oceanpact: Dividendo de até R$ 2 torna ação atrativa, diz BBI

Oceanpact: Dividendo de até R$ 2 torna ação atrativa, diz BBI

O valor incontroverso soma R$ 1,30 por ação e o restante depende da decisão sobre as parcelas contestadas no processo Coral

A Oceanpact (OPCT3) pode distribuir até R$ 2 por ação em dividendos ligados aos créditos que tem a receber da Petrobras (PETR3; PETR4), segundo estimativa do Bradesco BBI divulgada nesta terça-feira (1º). Sobre o preço atual de R$ 10,20, o valor equivale a um retorno em dividendos de 12% a 19%.

“Estimamos que esses dividendos possam alcançar R$ 1,30 por ação, referentes ao valor incontroverso a ser recebido no processo Coral, com possível pagamento no primeiro semestre de 2027. O montante pode chegar a cerca de R$ 2 por ação, dependendo da decisão sobre os valores contestados”, apontam Vicente Falanga e Ricardo França, analistas do Bradesco BBI.

O prazo para garantir o direito é curto. A partir de 17 de setembro, as ações passam a ser negociadas ex-dividendos, ou seja, quem comprar o papel a partir dessa data não recebe o pagamento. O valor incontroverso é a parcela do crédito que já não é objeto de disputa.

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A incorporação que destrava o calendário

O gatilho da data é a incorporação da CBO pela Oceanpact. Depois da aprovação definitiva pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), os conselhos de administração das duas companhias se reuniram em 1º de setembro e confirmaram o cumprimento de todas as condições precedentes previstas no Protocolo e Justificação assinado em 27 de fevereiro.

Os conselhos fixaram 16 de setembro como data de fechamento da operação. Os acionistas da CBO receberão 274.551.446 novas ações ordinárias da Oceanpact, com relação de troca de 1,9805700858 ação da Oceanpact para cada ação da CBO, desconsideradas as frações.

“Consideramos bastante atrativa a compra ou a manutenção das ações até a data ex-dividendos”, dizem Falanga e França.

O ajuste de preço fica por conta do mercado

Há um ponto de incerteza no meio do caminho. Como os investidores terão, em tese, direito aos créditos e aos dividendos correspondentes nessa data, o ajuste do preço será feito pelo próprio mercado, sem uma referência prévia definida.

“Com base no preço atual de R$ 10,20 por ação, uma convergência para um valor acima de R$ 9 ainda seria positiva em termos de retorno total, porque implicaria a precificação de um montante inferior ao valor incontroverso”, calculam Vicente Falanga e Ricardo França, analistas do Bradesco BBI.

“Avaliamos a companhia combinada em R$ 14 por ação e estabelecemos esse mesmo valor como preço-alvo para o fim de 2027. A visão positiva considera as sinergias potenciais em despesas gerais e administrativas e em investimentos, o aumento das taxas de ocupação e a possibilidade de recontratação das oito embarcações da CBO hoje ociosas”, projetam Falanga e França.