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Ação da Copel serve como proteção para eleições, diz Santander

Ação da Copel serve como proteção para eleições, diz Santander

Companhia possui um dos perfis de fluxo de caixa mais resilientes, o que oferece segurança, avaliam os analistas

As ações da Copel (CPLE3) oferecem proteção para os investidores durante o período eleitoral, avalia o Santander em um relatório enviado a clientes nesta terça-feira (1º).

Segundo os analistas, a companhia possui um dos perfis de fluxo de caixa mais resilientes, “o que pode oferecer certa proteção durante um período eleitoral potencialmente volátil”.

André Sampaio e Guilherme Lima introduziram um novo preço-alvo às ações de R$ 18,57 com o objetivo de 2027, ante a projeção de R$ 15,03 para o final de 2026. A recomendação é de compra.

O potencial de valorização é estimado em 24,2%, que sobe a 34,1% quando os pagamentos de dividendos são incluídos.

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Os papeis negociam a uma TIR (Taxa Interna de Retorno) de 11,3%, “um retorno atrativo considerando seu perfil defensivo e suas avenidas de crescimento contratadas”.

Mercado mais otimista?

Os analistas entendem que a Copel possui um potencial de reprecificação por parte do mercado. A avaliação é sustentada por uma expectativa de dividendos mais elevados, após um período de investimentos maiores decorrentes dos contratos de capacidade adquiridos recentemente.

Esta reavaliação ainda não teria chegado por conta de um “bom motivo”.

“O forte desempenho da Copel no leilão de capacidade de março de 2026 resultou na contratação de R$ 4,9 bilhões em capex (investimentos) para o período de 2026-30, postergando a capacidade da companhia de acelerar a distribuição de dividendos”, relatam Sampaio e Lima.

Dessa forma, eles revisaram a projeção para o payout (percentual de dividendos pago em relação ao lucro) para 75% até 2027, que está em linha com o nível mínimo estabelecido pela política da companhia.

“A partir de 2028, no entanto, vemos espaço para um aumento expressivo na distribuição de dividendos, o que, em nossa visão, justificará um importante re-rating”, opinam.

Projeções

Para o segmento de distribuição pós-revisão tarifária, o Santander calcula um Ebitda de R$ 3,583 bilhões para o final de 2026, um salto de 36,3% em relação a 2025, impulsionado principalmente pelo crescimento da Base de Ativos Regulatórios (RAB, Regulatory Asset Base) na revisão tarifária.

A taxa de crescimento anual composta (CAGR, Compound Annual Growth Rate) para o Ebitda é projetada em 9,8% entre 2026 e 2036, “uma vez que as pressões relacionadas à qualidade podem continuar exigindo investimentos relevantes ao longo dos próximos ciclos tarifários”.

Para a Geração & Transmissão (G&T), o fluxo de caixa é visto como previsível no curto prazo, com opcionalidade no longo prazo.

“A Copel G&T está bem contratada para 2027, embora ainda mantenha uma exposição líquida comprada em energia. Além desse núcleo estável, destacamos também uma opcionalidade adicional de crescimento proveniente de futuros leilões de capacidade”, concluem os analistas.