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Embraer, WEG e Gerdau lideram compras do buy side, aponta Itaú BBA

Embraer, WEG e Gerdau lideram compras do buy side, aponta Itaú BBA

Gestores locais reduziram o caixa e voltaram a comprar ações brasileiras, enquanto o estrangeiro diminuiu o ritmo de saída do país

Embraer (EMBR3), WEG (WEGE3), Gerdau (GGBR4) e Suzano (SUZB3) estão entre as ações mais compradas pelos gestores brasileiros nas últimas semanas, segundo o Itaú BBA. A leitura vem de uma rodada de encontros com investidores do buy side, o lado comprador do mercado, formado por gestoras que administram recursos de terceiros.

“Os investidores locais começaram a devolver caixa para o Brasil apesar da incerteza macroeconômica, apoiados em valuations descontados, na expectativa de continuidade do afrouxamento monetário e na chance maior de um regime fiscal responsável”, apontam Daniel Gewehr, Matheus Marques e Raphael Matutani, estrategistas do Itaú BBA.

O posicionamento, porém, continua seletivo. As preferências recaem sobre bond proxies, empresas com fluxo de caixa previsível que funcionam como substitutos de títulos de renda fixa, franquias domésticas de qualidade, exportadoras e construtoras de baixa renda, em detrimento dos setores mais sensíveis ao ciclo econômico.

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O que entrou e o que saiu das carteiras

As elétricas foram adicionadas depois da venda puxada pelo fluxo estrangeiro, enquanto consumo, cíclicos e negócios expostos ao crédito seguiram fora das carteiras. Nas exportadoras, a combinação foi de momentum forte em Embraer, WEG e Gerdau, valuation assimétrico em Suzano e proteção cambial diante das eleições.

“Vimos interesse renovado em construtoras de baixa renda, sustentado por valuations atrativos e pelo carrego. Essas adições foram financiadas em boa parte por reduções no setor financeiro, com preferência por nomes de mercado de capitais em vez de bancos, diante das preocupações com o ciclo de crédito”, observam Gewehr, Marques e Matutani.

Axia 3 irmãos
Usina 3 Irmãos, da Axia (Imagem: Divulgação/ Axia)

Nos jantares de melhores ideias realizados no Rio e em São Paulo, algumas teses se repetiram entre os gestores: compra de Axia Energia (AXIA3), sugerida por um gestor em cada cidade; construtoras de baixa renda, com Direcional (DIRR3) e Tenda (TEND3) citadas nominalmente e uma cesta do setor contra uma posição vendida em consumo; farmácias, vistas como a exceção positiva dentro do consumo; BTG Pactual (BPAC11), defendido por dois gestores; além de WEG, Vibra (VBBR3) e dLocal (DLO, negociada na Nasdaq).

Fluxo estrangeiro perde intensidade

“O ritmo de saída do capital estrangeiro moderou, com o fluxo acumulado em cinco dias chegando a virar positivo por um breve período depois de uma sequência longa de vendas”, dizem Daniel Gewehr, Matheus Marques e Raphael Matutani, estrategistas do Itaú BBA.

Desde o pico de R$ 69 bilhões em entradas acumuladas no ano, atingido em meados de abril, o investidor estrangeiro reduziu bastante a exposição ao Brasil, e o saldo líquido caiu para R$ 17,9 bilhões. O movimento envolveu tanto gestão ativa quanto passiva, com as cotas do ETF EWZ recuando 22% desde o topo de meados de maio.

“O indicador de sobrecompra e sobrevenda mostrou o Ibovespa entrando em território de sobrevenda abaixo dos 171 mil pontos em meados de agosto, nível que historicamente foi seguido por uma recuperação média de 5% nas oito semanas seguintes. Ainda assim, não estamos inclinados a adicionar beta muito alto neste momento”, projetam Gewehr, Marques e Matutani.

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