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B3: O pior já está no preço e ação só pode melhorar, diz BBI

B3: O pior já está no preço e ação só pode melhorar, diz BBI

Uma queda dos juros mais rápida que o esperado pode estimular os fluxos para a bolsa e elevar os volumes negociados, avaliam os analistas

A B3 ($B3SA3) vem sendo afetado por um menor volume de negociação nos últimos meses, mas resultados financeiros mais elevados podem compensar este período mais desafios, aponta o Bradesco BBI em um relatório enviado a clientes nesta terça-feira (1º)

“Em nossa avaliação, os principais riscos negativos já parecem refletidos no preço, enquanto uma queda dos juros mais rápida que o esperado pode estimular os fluxos para a bolsa, elevar os volumes negociados e favorecer a alavancagem operacional”, apontam os analistas Marcelo Mizrahi e Renato Chanes.

O BBI estima que cada aumento de R$ 1 bilhão no volume financeiro médio diário (ADTV, Average Daily Traded Volume) eleve o lucro líquido de 2027 em aproximadamente 0,6%.

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“Considerando também os benefícios de alavancagem operacional, a melhora dos volumes poderia gerar potencial de alta entre 1% e 8% nas estimativas de lucro”, ressaltam.

Com isso, o BBI reitera a recomendação de compra para as ações da B3, porém reduz o preço-alvo de R$ 21 para R$ 20 com o objetivo para o final de 2027. O valor representa potencial de valorização de 23%.

Volumes

O volume financeiro médio diário (ADTV, Average Daily Traded Volume), recuou de R$ 32,8 bilhões no segundo trimestre de 2026 para R$ 22,6 bilhões em julho, enquanto agosto alcançou R$ 31,2 bilhões até o dia 24.

“Embora julho seja normalmente afetado por fatores sazonais, o ritmo recente aponta para um ambiente de negociação mais fraco que o previsto anteriormente, mesmo considerando uma melhora em setembro”, apontam.

Projeções

Desta forma, o BBI cortou a projeção para o ADTV para R$ 32,5 bilhões em 2026 e 2027, ante estimativas de R$ 36,1 bi e R$ 43 bi, respectivamente. Isso considera um volume de R$ 28,3 bi no 3º trimestre de 2026 e próximo a R$ 32,5 bi a partir do 4º trimestre.

“Também reduzimos as estimativas para o volume médio diário de contratos negociados (ADV), de 11,8 milhões para 11,0 milhões em 2026 e de 12,6 milhões para 11,8 milhões em 2027”, ressaltam Mizrahi e Chanes.

Desta forma, a projeção de receita bruta foi reduzida em 2% para 2026 e em 6% para 2027.

“Para este ano, também elevamos a estimativa de despesas operacionais, principalmente devido aos maiores gastos com pessoal, enquanto  mantivemos  a  projeção  para  2027.  Em contrapartida, incorporamos resultados financeiros mais elevados nos dois anos e o efeito não operacional da venda de um ativo no 2º trimestre”, calculam.

Por fim, a projeção de lucros antes dos impostos ficou estável em 2026 e caiu 8%em 2027.

 “A antecipação de pagamentos extraordinários de juros sobre capital próprio reduz a alíquota efetiva de tributação, levando a um aumento de 2% na projeção de lucro líquido de 2026, para R$ 6,4 bilhões, e a uma redução de 4% em 2027, para R$ 6,6 bilhões”, calculam os analistas.