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Nvidia tem potencial de alta de 40%, diz Safra

Nvidia tem potencial de alta de 40%, diz Safra

Analistas projetam preço-alvo de US$ 300 por ação até o fim de 2026 e destacam liderança da empresa na infraestrutura de inteligência artificial

O banco Safra iniciou a cobertura das ações da Nvidia (NVDC34) com recomendação de compra e preço-alvo de US$ 300 por ação para o fim de 2026, o que representa um potencial de valorização de aproximadamente 40% frente ao nível atual.

O relatório, assinado pelos analistas Guilherme Bellizzi Motta e Silvio Dória, posiciona a fabricante de chips como a principal beneficiária da expansão da infraestrutura de inteligência artificial global.

Liderança estrutural

Na avaliação dos analistas, a Nvidia construiu um escudo competitivo que vai muito além do hardware.

“A IA emergiu como a megatendência tecnológica mais transformadora desde a internet, e os GPUs da Nvidia são o substrato natural de hardware sobre o qual todo o ecossistema é construído”, afirmam Motta e Dória.

A vantagem competitiva da empresa repousa sobre quatro pilares: a arquitetura de chip integrada com redes proprietárias, o ecossistema de software CUDA, a cadência anual de novas gerações de hardware e a crescente demanda gerada pela IA agêntica.

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“A NVDA evoluiu de uma companhia de chips gráficos para uma plataforma de infraestrutura de IA”, destacam os analistas, ressaltando que essa transformação “segue subapreciada pelo mercado”.

Modelo de negócio migra do cíclico para o recorrente

Um dos argumentos centrais da tese é a mudança estrutural no perfil de receitas da companhia.

“Acreditamos que seu modelo de negócio esteja progressivamente migrando de cíclico para recorrente, com uma dinâmica atrativa de upgrades e fidelização do cliente cada vez maior a cada geração”, explicam Motta e Dória.

O Safra projeta crescimento de receita a uma taxa anual composta de 29,5% entre 2026 e 2031, liderado pelo segmento de Data Center, com margens brutas médias próximas de 74%, margens EBIT de 64% e margens líquidas de 56%.

“Essa combinação de crescimento de receita com margens elevadas se traduz em um fluxo de caixa operacional cumulativo de cerca de US$ 1,67 trilhão ao longo dos próximos cinco anos fiscais”, projetam os analistas.

Valuation atrativo e retorno robusto ao acionista

Do ponto de vista de valuation, os analistas argumentam que o papel negocia com desconto injustificado.

“A NVDA negocia atualmente a um ainda atrativo P/L de quase 24x em 2027 e 18x em 2028, abaixo da mediana de seus pares nos setores de tecnologia e de semicondutores mega capitalizados”, apontam Motta e Dória.

Com baixa necessidade de reinvestimento e geração massiva de caixa, “a NVDA deve devolver cerca de 20% do seu valor de mercado atual aos acionistas via recompras e dividendos no período”, concluem os analistas.

Os principais riscos apontados incluem a concentração de receita entre clientes hyperscalers, eventual desaceleração nos investimentos em IA, pressão competitiva de chips customizados e restrições geopolíticas na cadeia de suprimentos.