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Nubank: México traz economia com funding mais favorável

Nubank: México traz economia com funding mais favorável

Operação no país atingiu o ponto de equilíbrio no último trimestre e deve virar fonte crescente de resultados nos próximos anos

“O México pode gradualmente deixar a fase de investimento para se tornar um relevante gerador de resultados, apoiado por uma economia de funding mais favorável.” A avaliação é dos analistas Bernardo Guttmann, Matheus Guimarães e Guilherme Meneghetti, da XP Investimentos, em relatório sobre a conquista da licença bancária definitiva do Nubank (ROXO34) no país.

O marco veio com a Autorização para Operar concedida pela CNBV, o regulador bancário mexicano, encerrando a transição da subsidiária de uma SOFIPO — figura local semelhante a uma financeira popular — para um banco com licença plena. As operações bancárias podem começar nos próximos 30 dias.

O que a licença destrava

O novo status amplia a prateleira: crédito, pagamentos, produtos de poupança e, sobretudo, a conta salário. O produto é estratégico em um mercado onde apenas 36% dos adultos têm uma — e quase 90% dessas contas estão nas mãos de cinco bancos tradicionais.

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A mudança também reforça a segurança para o cliente. Com a licença, os limites de depósito sobem e a cobertura do seguro de depósitos, sob o arcabouço do IPAB mexicano, aumenta 16 vezes.

Do investimento ao lucro

Para a XP, o efeito mais importante está no custo do dinheiro.

“Vemos a autorização bancária como um desenvolvimento incrementalmente positivo para a tese de investimento do Nubank”, escreveu o trio — com a base de depósitos crescendo sob estrutura de banco, o funding (a captação que financia os empréstimos) fica mais barato, e a alavancagem baixa deixa espaço de sobra para expandir a carteira de crédito.

O círculo, na visão da corretora, se fecha sozinho.

“A nova licença deve acelerar a captação de depósitos, melhorar a composição do funding e apoiar uma oferta mais ampla de produtos”, apontaram Guttmann, Guimarães e Meneghetti, desenhando um caminho mais claro para patamares maiores de rentabilidade.

O ponto de partida, aliás, já é melhor do que se imaginava: a operação mexicana atingiu o equilíbrio entre receitas e despesas no último trimestre, sinal de escala e de engajamento dos clientes.