O Nubank (ROXO34) deve divulgar seus resultados do segundo trimestre de 2026 no dia 13 de agosto, após o fechamento do mercado e a expectativa do Bradesco BBI é de lucro líquido de US$ 975 milhões, em linha com o consenso de mercado.
Os analistas Marcelo Mizrahi e Renato Chanes projetam um trimestre marcado pela aceleração da margem financeira e pelos primeiros efeitos do programa Desenrola sobre o portfólio de crédito da companhia.
“Projetamos que a carteira de crédito mantenha um ritmo forte, crescendo 8% no trimestre e 48% em um ano, embora com desaceleração em relação à alta anual de 54% registrada no primeiro trimestre de 2026“, afirmam Mizrahi e Chanes.
Desenrola melhora percepção, mas traz distorções
Um dos destaques da prévia é o impacto esperado do programa Desenrola sobre os resultados. O Bradesco BBI avalia que o banco deve começar a capturar os benefícios do programa no segundo trimestre, o que pode melhorar a percepção do mercado sobre a qualidade da carteira. No entanto, os analistas fazem um alerta importante.
“O programa pode distorcer a carteira de crédito, uma vez que certos ativos e empréstimos são objeto de desconto”, ressaltam Mizrahi e Chanes. Apesar disso, a margem financeira líquida ajustada ao risco deve subir para 10,5% — avanço de 1 ponto percentual em relação ao trimestre anterior —, beneficiada por bases de comparação favoráveis.
Despesas e impostos pressionam o resultado
Contudo, dois fatores devem pesar sobre o resultado do segundo trimestre. O primeiro é a sazonalidade das despesas com remuneração baseada em ações, que deve elevar os custos operacionais e deteriorar o índice de eficiência em 1,30 ponto percentual na comparação trimestral.
O segundo é a normalização da alíquota efetiva de imposto, que deve subir após o patamar reduzido do primeiro trimestre — período que contou com benefícios fiscais da Lei do Bem.
Por fim, os analistas do Bradesco BBI avaliam que a aquisição do Banco Porto Real de Investimentos não deve gerar impacto relevante para o negócio ou para os clientes.
“A medida visa apenas atender às exigências do Banco Central, que passou a exigir licença bancária de empresas que utilizam o termo ‘banco’ em suas denominações”, concluem Mizrahi e Chanes.






