O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) deve deixar as áreas invadidas da Suzano (SUZB3) a partir de amanhã (27) e enfrentar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).
A saída é uma condição para que o movimento consiga um encontro com representantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas o grupo já tem estado com executivos do primeiro escalão.
Tanto é assim que a desocupação da referida área, localizada em Aracruz (ES), foi um acerto com o governo do Estado e representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), entre outros órgãos.
Na prática, o que o MST negocia é a aceleração de projetos de reforma agrária, e as invasões têm por objetivo fazer pressão nas autoridades políticas.

MST: Suzano (SUZB3)
Em se tratando da CPI, esta ainda está em fase de articulação junto à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). Esta bancada tenta influenciar na escolha dos 27 membros que possivelmente irão compor a Comissão.
Os organizadores querem investigar o coordenador do movimento, João Pedro Stédile, além de mais lideranças do MST e outros grupos colaboradores envolvidos em invasões de terras.
As invasões
Em relação à invasão em Aracrus, esta ocorreu na última semana em alusão ao chamado “Abril Vermelho”, junto de outras propriedades em Estados como Pernambuco, São Paulo e Minas Gerais.
O MST pede uma área para assentamento de 200 famílias que participaram da invasão, e a reunião que definiu a desocupação da área da Suzano também acertou que será realizado um planejamento de curto e médio prazo para o assentamento das mil famílias do MST acampadas em fazendas no Espírito Santo.
Ao todo, o movimento já totaliza 29 invasões apenas neste ano.
MST
O MST se posiciona como um movimento social, de massas, autônomo, que procura articular e organizar os trabalhadores rurais.
Também diz estar organizado em 24 Estados nas cinco regiões do país. No total, são cerca de 450 mil famílias vinculadas.
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