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Movida: dados do 3T26 vêm em linha com o esperado

Movida: dados do 3T26 vêm em linha com o esperado

A Movida divulgou lucro líquido de R$ 152 milhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 117% sobre um ano antes

A Movida (MOVI3) divulgou lucro líquido de R$ 152 milhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 117% sobre um ano antes. O EBITDA somou R$ 1,8 bilhão (+21%), e a receita líquida chegou a R$ 3,9 bilhões (+3%). Os números vieram em linha com a prévia operacional e com as projeções de Bradesco BBI e BTG Pactual (BPAC11), que mantêm visão construtiva sobre a locadora. O BBI reiterou recomendação de compra, enquanto o BTG, em relatório intitulado de forma emblemática, avalia que o trimestre foi sólido, mas que juros altos por mais tempo não ajudam.

Segundo o BTG, o salto no lucro líquido foi sustentado por uma alíquota efetiva de imposto mais baixa, principalmente em razão do pagamento de juros sobre capital próprio (JCP). O retorno sobre o capital investido (ROIC) foi de 17%, o que implica um spread de ROIC de 5,8 pontos percentuais, ante 5,7 pontos no segundo trimestre.

O destaque foi a divisão de Aluguel de Carros (RAC). O EBITDA cresceu 30% em base anual, segundo o BBI, impulsionado pelo aumento de 22% nas diárias, que chegaram a 7,4 milhões (6,1 milhões no 3T25), e por ganhos de eficiência. A taxa de ocupação subiu para 78% (+5,9 p.p.), e a diária média avançou 5%, para R$ 167. A receita líquida do segmento foi de R$ 1,2 bilhão (+24%), com margem EBITDA de 69%.

Na Gestão e Terceirização de Frotas (GTF), o EBITDA avançou 19%, para R$ 942 milhões, com margem de 79% (+2,7 p.p.). A receita subiu 15%, para R$ 1,2 bilhão, com reajuste de preços de 10% nos contratos e 12,4 milhões de diárias (+5%). O BBI atribui o desempenho à reprecificação de novos contratos.

Seminovos estável

Na divisão de Seminovos, a receita líquida somou R$ 1,5 bilhão, queda de 16% em um ano, com 20,1 mil veículos vendidos, contra 24,5 mil no 3T25. Na comparação trimestral, porém, as vendas cresceram 3% após o fim da alta temporada do RAC. A margem EBITDA ficou estável em 1% (1,1% segundo o BBI), e a margem bruta chegou a 6% (+1 p.p.), ajudada pela maior participação do varejo. O preço médio de venda foi de R$ 75,3 mil (+3%). A depreciação por carro permaneceu controlada: R$ 7,3 mil no RAC e R$ 11,2 mil na GTF.

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A frota consolidada chegou a 294 mil veículos (286 mil no 2T26), e o capex líquido foi de R$ 1,4 bilhão, ante R$ 2,4 bilhões no trimestre anterior. A dívida bruta subiu para R$ 21,0 bilhões e a líquida, para R$ 17,5 bilhões (R$ 17,2 bilhões no 2T26).

Aqui as visões se distanciam. Pelo critério da companhia, citado pelo BBI, a alavancagem ficou estável em 2,6 vezes dívida líquida/EBITDA. O BTG, que ajusta o indicador por fornecedores a pagar e cessão de direitos creditórios, calcula 3,8 vezes, levemente abaixo das 3,9 vezes do trimestre anterior. A diferença ajuda a explicar a preocupação do banco com os juros elevados.

Para o BBI, os resultados foram neutros frente às estimativas, e o desempenho da locação e a estabilidade da depreciação reforçam a recomendação de compra. O BTG também classificou o trimestre como sólido e em linha, mas destacou o custo de capital como ponto de atenção.

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