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Santander tem queda de 28% no lucro líquido do 3T26

Santander tem queda de 28% no lucro líquido do 3T26

Com relação ao segundo trimestre, houve um recuo menor, de 4,3%. Neste período, o lucro líquido foi de R$ 3,014 bilhões

O banco Santander (SANB11) encerrou o terceiro trimestre do ano (3T26) com o lucro líquido em queda. A instituição reportou ganho de R$ 2,885 bilhões ante R$ 4,009 bilhões do mesmo período do ano passado, tendo uma retração de 28%. Com relação ao segundo trimestre, houve um recuo menor, de 4,3%. Neste período, o lucro líquido foi de R$ 3,014 bilhões.

A receita total do Santander também recuou, passando de R$ 20,7 bilhões no terceiro trimestre do ano passado para R$ 20,3 bilhões no 3T26 – uma leve baixa de 1,9%. O patamar de queda foi praticamente o mesmo com relação ao 2T26, quando a receita atingiu R$ 20,6 bi.

Já o resultado gerencial antes de impostos atingiu R$ 2,689 bilhões no terceiro trimestre de 2026, tendo uma queda de 37,3% com relação ao mesmo período do ano passado, quando havia sido de R$ 4,289 bilhões.

Inadimplência: queda no curto prazo

O Santander encerrou o terceiro trimestre de 2026 (3T26) com redução da inadimplência de curto prazo e recuo da margem financeira, em meio a um cenário macroeconômico marcado por juros elevados e alto endividamento das famílias. O índice de atrasos de 15 a 90 dias caiu para 3,2%, redução de 0,1 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, com melhora em todos os segmentos de atuação do banco.

Na comparação anual, contudo, o indicador apresentou leve alta de 0,04 ponto percentual, mesmo diante de uma política mais seletiva na concessão de crédito e de uma gestão mais ativa das carteiras. Os dados foram divulgados pelo Santander em seu relatório de desempenho referente ao período.

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Entre as pessoas físicas, o índice de inadimplência de 15 a 90 dias ficou em 5,2% no terceiro trimestre, praticamente estável em relação ao segundo trimestre, com recuo de 0,05 ponto percentual. Na comparação com o mesmo período de 2025, porém, houve aumento de 0,3 ponto percentual.

O banco destacou que mantém uma postura disciplinada na concessão de crédito, priorizando a rentabilidade, mas reconheceu pressões nos segmentos de agronegócio e de clientes de baixa renda.

No segmento de pessoas jurídicas, o indicador recuou 0,2 ponto percentual no trimestre e 0,1 ponto percentual em 12 meses, encerrando setembro em 1,3%. Entre as pequenas e médias empresas (PMEs), a queda foi mais expressiva: 0,4 ponto percentual na comparação trimestral e 0,7 ponto percentual na anual, levando a inadimplência a 4,1%.

No atacado, que reúne operações com grandes empresas, o índice permaneceu estável no trimestre, em 0,2%, com alta de 0,1 ponto percentual em relação ao terceiro trimestre de 2025.

Margem financeira sob pressão

A margem financeira do Santander somou R$ 14,958 bilhões no 3T26, queda de 2,5% em relação ao trimestre anterior e de 1,6% na comparação anual.

A margem com clientes atingiu R$ 15,853 bilhões, recuo de 1,3% em três meses. Segundo o banco, o resultado foi influenciado principalmente pela mudança no perfil da carteira de crédito, com menor participação de clientes de baixa renda. O efeito foi parcialmente compensado pelo maior número de dias úteis no período.

Já a margem com o mercado apresentou deterioração na comparação trimestral, com ampliação de 24,7% das perdas. Na base anual, entretanto, houve melhora de 33,6% nesse componente, segundo o Santander.

A instituição também destacou a evolução dos saldos médios de crédito, especialmente nas carteiras de financiamento imobiliário e cartões, apesar da redução do spread associada à menor exposição ao segmento de crédito massificado.

Cartões avançam e provisões seguem elevadas

As receitas com cartões totalizaram R$ 1,695 bilhão no terceiro trimestre, crescimento de 3,5% em relação ao segundo trimestre e de 8,1% na comparação anual. O desempenho foi impulsionado pelo aumento dos gastos com cartões de crédito, pela elevação do tíquete médio e pela maior participação de clientes de alta renda.

As despesas com provisões para perdas com crédito caíram 0,6% no trimestre, mas continuaram pressionadas pelo ambiente econômico. O Santander citou os juros elevados e o alto endividamento das famílias como fatores que afetam especialmente os clientes de baixa renda, além de impactos pontuais em operações com grandes empresas.

Na comparação anual, as despesas com provisões cresceram 9,4%, refletindo também as condições macroeconômicas mais desafiadoras.

As receitas com recuperação de créditos anteriormente baixados a prejuízo somaram R$ 752 milhões no trimestre, alta de 24% em relação ao segundo trimestre. O avanço foi impulsionado principalmente pela venda de uma carteira de crédito do segmento de grandes empresas. Em relação ao terceiro trimestre de 2025, contudo, houve queda de 23,7%.

O banco afirmou que tem adotado critérios mais restritivos nas renegociações, exigindo pagamento de entrada em todos os acordos, além de utilizar tecnologia e análise de dados para aprimorar a gestão dos clientes e a recuperação de crédito.

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