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Mineração e siderurgia: BTG (BPAC11) vê Vale (VALE3) com resultados robustos para o 3TRI23

Mineração e siderurgia: BTG (BPAC11) vê Vale (VALE3) com resultados robustos para o 3TRI23

O banco BTG Pactual ($BPAC11) divulgou seu relatório com a prévia para mineração e siderurgia para o terceiro trimestre do ano (3TRI23). A principal escolha do banco de investimentos é a Vale ($VALE3), que deverá apresentar resultados sólidos para o período, ao lado da CSN Mineração ($CMIN3). Em seu relatório, o banco de investimentos aponta […]

O banco BTG Pactual (BPAC11) divulgou seu relatório com a prévia para mineração e siderurgia para o terceiro trimestre do ano (3TRI23). A principal escolha do banco de investimentos é a Vale (VALE3), que deverá apresentar resultados sólidos para o período, ao lado da CSN Mineração (CMIN3).

Em seu relatório, o banco de investimentos aponta que o minério de ferro tem apresentado um desempenho mais forte nos últimos anos, embora as ações do setor (especialmente a Vale) tenham frequentemente apresentado um desempenho mais fraco.

Nesta nota, o banco reitera sua preferência por minério de ferro em detrimento do aço e acredita que este é o primeiro trimestre que deverá retratar um cenário mais favorável. “Além disso, acreditamos que a China continuará a produzir mais de 1 bilhão de toneladas de aço, mantendo um elevado nível de exportações de aço – prejudicando os preços globais do aço e ajudando a manter o minério de ferro em níveis muito saudáveis”, aponta o BTG.

O banco diz ainda que a probabilidade de restrições agressivas à produção de aço na China é altamente improvável para o restante do semestre, uma vez que os formuladores de política estão cada vez mais preocupados em proteger a economia.

Mineração e siderurgia: Vale (VALE3) está no caminho certo para cumprir projeções

Sobre Vale (VALE3), o banco de investimentos estima que empresa está no caminho certo para cumprir suas projeções de produção e custos para 2023, e o 3TRI23 poderá mostrar uma tendência de melhoria nessas duas frentes, o que deve ajudar a melhorar o sentimento em relação à história bottom-up da empresa.

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As siderúrgicas, por outro lado, deverão apresentar resultados (já contratados – a CSN é a exceção devido aos resultados mais fortes da CMIN), uma vez que os preços mais baixos do aço em diferentes geografias já devem começar a impactar os resultados – que provavelmente ocorrerá no 4TRI23.

“A exposição ao Brasil deve ser mais desafiadora neste trimestre, já que os preços domésticos de aço sofreram quedas de 5 a 15% (longos/planos) ao longo do terceiro trimestre. O destaque negativo continua a ser a Usiminas, que estimamos que irá divulgar um EBTIDA ligeiramente negativo devido a outro impacto no trimestre da (ainda) reforma do alto-forno#3 em Ipatinga”, relatou o BTG.

Celulose com trimestre de resultados em queda

Com relação às empresas de celulose, o banco de investimentos observa que este segmento verá mais um trimestre de resultados decrescentes, e poderá ocorrer preços realizados mais baixos, apesar de uma média trimestral estável na China. O efeito defasado em alguns contratos e a exposição a diferentes geografias (especialmente a Europa) poderão significar que os preços realizados continuarão em tendência de queda, impactando significativamente os resultados da Suzano (SUZB3), conforme avalia o BTG.

“O resultado da Klabin (KLBN11) será mais amortecido devido à sua exposição mais diversificada em papel e impactos reduzidos de paradas de manutenção neste trimestre. A Irani (RANI3) também verá um trimestre sólido, já que o ramp-up de GAIA mais do que compensa a queda de preços de papelão ondulado. Por fim, a Dexco verá outro trimestre desafiador, já que a recuperação na divisão de acabamentos permanece aquém das expectativas, com visibilidade limitada nas vendas de madeira de terceiros”, completa o BTG.

O alumínio pode ser, na opinião do BTG, mais uma vez a maior decepção do trimestre, já que a indústria continua a lutar com um mercado que ainda sofre com excesso de oferta (dinâmica muito semelhante à do aço). Espera-se que o ebitda da CBA (CBAV3) caia ainda mais devido a spreads metálicos mais comprimidos, o que pode se traduzir em maior consumo de caixa e verá a alavancagem aumentar para perto de 9x dívida líquida/ebitda, conforme detalha o relatório sobre mineração e siderurgia.