O Ibovespa futuro negocia em leve alta de 0,08%, aos 174.575 pontos, nesta manhã de quinta-feira (25), beneficiado pelo humor positivo nos mercados externos. O otimismo global é puxado pelo setor de semicondutores, após os resultados da Micron e as projeções animadoras da Qualcomm para seu desempenho até o ano fiscal de 2029 aliviarem preocupações com os gastos em inteligência artificial.
Os futuros de Nova York avançam, com destaque para o Nasdaq, enquanto as bolsas europeias sobem e as asiáticas fecharam majoritariamente em alta — com Tóquio e Seul renovando recordes. O dólar opera perto da estabilidade ante moedas fortes, os rendimentos dos Treasuries curtos têm viés de alta e o minério de ferro caiu 1,08%, aos US$ 107,91 por tonelada.
No cenário local, o foco recai sobre o IPCA-15 (veja resultado abaixo), o Relatório de Política Monetária e a coletiva do presidente do Banco Central às 11h, que rompe o período de silêncio em meio à divisão do mercado sobre as últimas mensagens da autoridade monetária e às projeções de inflação para 2028.
Cenário internacional
O petróleo recua pela quarta sessão consecutiva, com os futuros do bruto se aproximando dos níveis pré-guerra no Oriente Médio.
Contudo, Paul Donovan, economista-chefe do UBS, alerta que “os fluxos atuais de petróleo são apenas uma fração dos níveis pré-guerra, e as refinarias refinam petróleo real, não petróleo futuro hipotético” — ou seja, a queda dos futuros ainda não se traduziu em alívio equivalente para o consumidor final.
Os dados de renda e gastos dos consumidores americanos em maio também entram no radar. Para Donovan, “o consumidor americano demonstrou determinação impressionante em continuar comprando ao longo dos choques tarifários e de petróleo, reduzindo a poupança mesmo com o crescimento real da renda tornando-se negativo.”
Na Europa, o Banco Central Europeu acumula 14 aparições de membros nesta semana, levando Donovan a ironizar que “há momentos em que pode haver excesso até de uma coisa boa.”
IPCA-15
O IBGE divulgou nesta manhã o IPCA-15 de junho, que registrou alta de 0,41% — abaixo da expectativa do mercado de 0,44% e dos 0,62% de maio. O resultado trouxe alívio, embora o índice acumulado em 12 meses tenha avançado para 4,80%, acima dos 4,64% registrados nos 12 meses anteriores.
No semestre, o IPCA-15 acumula alta de 3,45%, com a desaceleração em junho puxada principalmente pela queda dos combustíveis e pela moderação no grupo de alimentação e bebidas.
Análise técnica
Na sessão de ontem, o Ibovespa sequer tocou o patamar de resistência, reduzindo as expectativas de uma reversão mais rápida do índice. A tendência de curto prazo permanece neutra, com a atenção voltada para o eventual rompimento da resistência atual, que abriria caminho para os próximos alvos em 171.587 e 174.177 pontos.

A recomendação do dia é de compra para BTG Pactual UNT (BPAC11), com entrada entre R$ 53,96 e R$ 54,23, primeiro objetivo em R$ 55,49 (ganho estimado entre 2,32% e 2,84%) e segundo alvo em R$ 56,44 (ganho entre 4,08% e 4,6%). O stop ficaria em R$ 52,93, com perda estimada entre 1,91% e 2,4%.






