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Mais Itaipava e menos Brahma? Ambev perde espaço

Mais Itaipava e menos Brahma? Ambev perde espaço

A Petrópolis, fabricante da Itaipava, tem ganhado espaço sobre a Ambev e crescido mais rápido do que o mercado

A Petrópolis, fabricante da Itaipava, tem ganhado espaço sobre a Ambev e crescido mais rápido do que o mercado, apontam os dados de produção de bebidas alcoólicas. Devido a esse enfraquecimento, o banco Safra decidiu, em seu relatório, manter recomendação neutra para ABEV3.

Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que índice de produção de bebidas alcoólicas ficou em 97,0 pontos em novembro (-6,6% a/a e -6,1% s/s). Segundo relatório do banco Safra, isto mostra um desempenho considerado fraco em novembro, caindo 6,6% a/a e -6,1% s/s, atingindo o menor nível do índice em um intervalo de cinco anos.

Embora os dados de outubro tenham mostrado alguma recuperação sequencial (com a Petropolis crescendo aproximadamente 1,6 vezes a taxa do mercado), os números de novembro indicam outro trimestre fraco para a indústria. O desempenho acumulado no trimestre mostra que a produção de bebidas alcoólicas caiu 3,7% na comparação anual.

Ambev (ABEV3): setor de bebidas registrou um dos maiores recuos, diz o IBGE

A pesquisa do IBGE mostrou que o setor de bebidas foi um dos que mais recuaram no período pesquisado, tendo uma queda de 2,1% entre outubro e novembro. Já na comparação com novembro do ano anterior, o segmento registrou recuo de 4,2%.

Apesar dos dados negativos, tanto para a Ambev quanto para o setor como um todo, há uma perspectiva de recuperação à frente, graças à realização da Copa do Mundo no meio do ano.

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“Até agora, os números de outubro e novembro indicam outro trimestre fraco para os segmentos Brasil Beer e Brasil NAB da Ambev. Em nota mais positiva, esperamos recuperação de volumes em 2026, apoiada por base de comparação fácil e impulso de demanda pelo evento da Copa do Mundo da FIFA (previsto para junho-julho de 2026)”, assinala o relatório do banco Safra, assinado pelo analista Ricardo Boiati.

Em seu balanço do terceiro trimestre do ano passado, a Ambev reportou lucro líquido ajustado de R$ 3,84 bilhões, um crescimento de 7,4% em relação aos R$ 3,58 bilhões registrados no mesmo período de 2024. O lucro líquido reportado somou R$ 4,86 bilhões, alta de 36,4% na comparação anual.

A receita líquida da companhia totalizou R$ 20,85 bilhões, com leve recuo de 5,7% no comparativo reportado, mas alta orgânica de 1,2%, sustentada pelo aumento de 7,4% da receita líquida por hectolitro (ROL/hl). O EBITDA ajustado foi de R$ 7,06 bilhões, estável no critério reportado, mas com crescimento orgânico de 2,9%. ‘

As margens permaneceram resilientes, com margem bruta de 51,5% e margem EBITDA ajustada de 33,9%, ambas em expansão de 10 e 50 pontos-base, respectivamente.

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