A B3 (B3SA3), após 18 anos da fusão com a BM&F, está muito próxima de, finalmente, ter um competidor no Brasil. A Base Exchange, formada com capital de Abu Dhabi, Mubadala, com 73% do capital, foi idealizada pela Flowa (antiga ATG), é a nova desafiante. E, desta vez, o projeto mais perto de se tornar real.
O senso de urgência parece ter batido às portas da Bolsa brasileira, sediada atualmente no centro de São Paulo. Assim como o seu prédio, no centro antigo da capital paulista, a B3 sempre foi criticada pelas altas tarifas e lentidão nos sistemas.
Porém, segundo os executivos Andre Milanez, diretor financeiro, e Fernando Campos, diretor de Relações com Investidores, a B3 está em forma e preparada para enfrentar o seu primeiro concorrente. Além disso, a Bolsa foi estratégica em aproveitar as quase duas décadas para construir receitas com produtos fora do mercado financeiro, como
“A crescente contribuição dos negócios de renda fixa e não acionária já reduziu o beta dos lucros da B3, enquanto seu portfólio crescente de novas iniciativas demonstra a capacidade da empresa de gerar alfa mesmo em um ambiente desafiador para produtos de margem mais alta”, afirmam os analistas Eduardo Rosman, Thiago Paura e Ricardo Buchpiguel.
Eles, que estiveram reunidos com a diretoria da B3, no entanto, não levam muita fé no projeto da Base.
“A B3 não observou progresso material nas iniciativas de teste envolvendo a BASE, nem recebeu feedback de clientes indicando aceleração da migração ou insatisfação”, observam Rosman, Paura e Buchpiguel.
Eles ouviram da administração que a noção de que a B3 enfrenta desvantagens tecnológicas estruturais não é mais verdadeira.
“Embora a latência tenha sido historicamente um problema, investimentos significativos eliminaram essa lacuna”, disseram os executivos.
Segundo eles, a latência foi reduzida de cerca de 1,3 microssegundos para aproximadamente 200 a 300 milissegundos, o que a Bolsa considera totalmente adequado pelos padrões globais. “A empresa não vê diferenciação significativa de potenciais entrantes em tecnologia ou produto”, explicam.
A estratégia da Base aposta em tecnologia própria, sistemas em nuvem, infraestrutura ágil e taxas competitivas: “vamos ter tarifas mais justas”, afirmou o CEO Cláudio Pracownik ao Globo. O executivo tem passagens pela Ágora Corretora e Genial Investimentos.
O que a Base Exchange irá oferecer?
A nova Bolsa promete serviços integrados de negociação e pós-negociação (com clearing), com custódia unificada via depositária parceira.
Os instrumentos disponíveis incluem ações, fundos imobiliários e ETFs, negociados nos dias e fases tradicionais (pré‑abertura, negociação contínua, fechamento e cancelamentos).
Haverá formador de mercado e controle de volatilidade (VCM) para ajustar oscilação de preços. As ordens aceitas cobrem tipos limite, a mercado, FOK, IOC e MOC, enviadas pelos protocolos ALO binário ou FIX 4.4; o market data será via ALI ou TCP.
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