A EQI Research iniciou a cobertura Mahle (LEVE3), com recomendação neutra e preço-alvo de R$ 32 para dezembro de 2023. Dessa forma, o papel tem um potencial de valorização de 38%, considerando a cotação desta sexta-feira (30), de R$ 23,15, ás 10h15.
A empresa é subsidiária do grupo alemão Mahle, um dos maiores produtores de autopeças do mundo. A Mahle Metal Leve é focada na produção de peças voltadas para motores à combustão, como pistões, filtros, entre outros, tanto para veículos leves como para veículos pesados.
As peças da Mahle são distribuídas tanto para veículos novos quanto para peças de reposição, que atende o mercado doméstico e as exportações.

Qual o motivo da recomendação neutra da Mahle (LEVE3)?
De acordo com a EQI Research, a recomendação neutra da Mahle (LEVE3) é motivada pela recuperação dos resultados com o crescimento de volumes, que foi causada pela normalização na cadeia de suprimentos e necessidade de renovação da frota de veículos nos países em que atua.
“Também esperamos que a companhia ganhe eficiência operacional, com maior controle de despesas e menores despesas com CAPEX e P&D, repercutindo em maior geração de caixa e distribuição de dividendos”, cita o relatório assinado por João Neves.
Apesar de tudo isso, a EQI Research alerta sobre o processo de eletrificação na indústria automotiva. Este movimento deve afetar negativamente os resultados da Mahle nos próximos anos, uma vez que a empresa tem alta exposição a Europa e a veículos leves.
Vale lembrar que o continente europeu e os veículos leves devem ser afetados mais rapidamente, o que aumenta consideravelmente os riscos da empresa.
Riscos
O relatório da EQI Research indica quatro pontos de alerta para os riscos de investir na Mahle:
- Recuperação aquém do esperado na produção de veículos nos mercados onde a companhia atua, devido a condições macroeconômicas menos favoráveis;
- Processo de eletrificação mais rápido do que o esperado ou surgimento de novas tecnologias para veículos comerciais leves e pesados que substituam os motores à combustão;
- Não conseguirem melhora a eficiência operacional e geração de caixa;
- Alocação de capital e realização de novos investimentos que gerem retornos inferiores ao custo de capital da companhia.
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