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Magazine Luiza: e-commerce em queda e juros mantêm prejuízo, dizem BBI e Safra

Magazine Luiza: e-commerce em queda e juros mantêm prejuízo, dizem BBI e Safra

Prejuízo ajustado de R$ 50 milhões ficou acima da perda de R$ 30 milhões projetada pelo Safra, puxado por provisões para perdas 30% maiores que o estimado

O Magazine Luiza (MGLU3) fechou o segundo trimestre de 2026 no vermelho outra vez. O prejuízo ajustado somou R$ 50 milhões, e a receita líquida caiu 2,6%, para R$ 8,9 bilhões.

Bradesco BBI e Safra chegaram ao mesmo diagnóstico: os números operacionais vieram em linha, mas o cenário macroeconômico e os juros altos seguem consumindo o resultado.

Lojas físicas sustentam, e-commerce derruba

O varejo físico cresceu 10,3%, com avanço de 9,7% no conceito de mesmas lojas e aceleração para 18% em junho. O online caminhou na direção oposta.

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“As vendas líquidas recuaram 2,6% em base anual, impulsionadas pelo desempenho negativo no e-commerce, o que ofuscou o bom momento das lojas físicas”, escreveram Pedro Pinto e Flávia Meireles, analistas do Bradesco BBI.

“O 1P caiu 11,5% em um ano, pressionado por altas globais de preços em categorias intensivas em chips de memória — smartphones, TVs e hardware”, detalharam Vitor Pini, Tales Granello e Renan Sartorio, analistas do Safra.

Caixa é a maior preocupação

O Ebitda ajustado ficou em R$ 709 milhões, queda de 2,5%, com margem de 8,0%. A diluição de despesas quase compensou a receita fraca, mas as provisões para perdas somaram R$ 130 milhões.

As despesas financeiras líquidas subiram 15,5%, para R$ 572 milhões. A dívida líquida cresceu R$ 987 milhões em 12 meses, incluídos R$ 63 milhões em dividendos e R$ 80 milhões em aportes.

“A queima de caixa de R$ 844 milhões nos últimos 12 meses, excluindo dividendos e injeções de capital na LuizaCred, permanece nossa principal preocupação”, apontaram Vitor Pini, Tales Granello e Renan Sartorio.

“O cenário macroeconômico adverso e os juros elevados continuam penalizando as vendas e os resultados financeiros da companhia, especialmente em categorias cíclicas e dependentes de crédito”, concluíram Pedro Pinto e Flávia Meireles, do Bradesco BBI.