A Localiza (RENT3) encerrou o quarto trimestre de 2025 com um resultado considerado sólido pela Ativa Investimentos, em linha com as expectativas do mercado. Já o Bradesco BBI reforçou sua visão positiva para a locadora de automóveis ao projetar um cenário de rentabilidade robusta para 2026. Em relatório, o banco estima que, considerando um spread entre 5,5 e 6,5 pontos percentuais no próximo ano, o lucro líquido da companhia pode ficar entre R$ 4 bilhões e R$ 4,5 bilhões.
A instituição avalia que há espaço para revisões positivas nessas projeções caso a empresa mantenha o atual ritmo de execução operacional. Na leitura dos analistas, a estratégia de disciplina na alocação de capital, aliada à recomposição de preços e à otimização do portfólio, tem sustentado a melhora gradual dos indicadores financeiros.
“O potencial de geração de resultado segue consistente, com margem para surpresas positivas se a execução continuar em linha com o que temos observado”, destaca o relatório do BBI.
A receita líquida consolidada somou R$ 11 bilhões, alta de 11,7% na comparação anual, impulsionada pelo reajuste de preços. O Ebitda atingiu R$ 3,7 bilhões, avanço de 12,1% em relação ao mesmo período de 2024, com margem de 33,9%, levemente acima das estimativas da Ativa.
A frota total da Localiza encerrou dezembro com cerca de 656 mil veículos, ligeiramente abaixo do ano anterior. A empresa reduziu o capex de renovação tanto no aluguel de carros (RAC) quanto no GTF. No RAC, o investimento por carro caiu para R$ 11,1 mil, ante R$ 16,5 mil em 2024. Já no GTF, o valor ficou em R$ 20,9 mil, queda de quase 10%. A venda de seminovos ganhou tração, com 77 mil veículos comercializados no trimestre, alta de 7,8%.
Taxa de utilização
No RAC, a taxa de utilização chegou a 80,3%, enquanto a diária média subiu 6,3%, para R$ 156,8. A margem Ebitda avançou para 68,6%. No GTF, a utilização atingiu 97,7%, com diária média de R$ 106. A margem também evoluiu, chegando a 76,2%, beneficiada inclusive por um crédito fiscal de R$ 49 milhões.
Já o segmento de seminovos registrou receita de R$ 5,8 bilhões, crescimento de 15,6%. A margem, contudo, recuou para 1,7%, pressionada por investimentos em marketing, como a campanha de IPVA grátis, e pela abertura de novas lojas, que ainda estão em fase de maturação.






