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Justiça da Inglaterra começa a ouvir Vale (VALE3) sobre Mariana (MG)

Justiça da Inglaterra começa a ouvir Vale (VALE3) sobre Mariana (MG)

A Justiça da Inglaterra começou a ouvir a Vale (VALE3) sobre o desastre ocorrido em Mariana (MG).

A audiência iniciou nesta quarta-feira (12) e prossegue também na quinta-feira (13).

A Corte deverá decidir se a mineradora brasileira será incluída como ré na ação coletiva que é movida contra o Grupo BHP Austrália e o Grupo BHP Reino Unido, por prejuízos causados pelo rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana (MG), em 2015.

Os advogados da companhia alegam que a corte inglesa não tem jurisdição para julgar a causa.

Levantamento da Folha de S.Paulo aponta que o desastre de Mariana desemboca no maior processo de todos os tempos.

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Representando pessoas, empresas, municípios, estados e comunidades quilombolas e indígenas —krenak, guarani, tupiniquim e pataxó— o escritório inglês Pogust Goodhead entrou com ação contra a BHP na Inglaterra em 2018 e pede indenização de US$ 44 bilhões, cerca de R$ 215 bilhões, conforme o jornalão.

O caso diz respeito a rompimento de barragem, com o vazamento de 62 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minérios de ferro que se espalharam por Minas Gerais e pelo Espírito Santo.

Vale lembrar que a empresa responsável era a Samarco, uma joint venture entre as duas maiores mineradoras do mundo, a anglo-australiana BHP e a brasileira Vale.

O periódico destaca que o valor pedido pelo referido escritório é mais que o dobro do valor de indenizações recentes de grandes empresas, como o escândalo do dieselgate da Volkswagem, de US$ 15 bilhões (R$ 73 bilhões) em 2016, ou o derramamento de óleo da BP Deepwater Horizon em 2015, de US$ 20,8 bilhões (R$ 100 bilhões).

Vale (VALE3) parceira de BHP

Parceira da mineradora brasileira, a BHP está arrolada em outros processos, inclusive trabalhistas.

De acordo com reportagem do The Guardian, a gigante da mineração admitiu que deve até US$ 430 milhões em salários atrasados depois de “calcular mal” as licenças de feriado por mais de uma década.

Uma análise preliminar indicou que cerca de 28,5 mil funcionários atuais e antigos nas operações australianas da empresa tiveram licenças descontadas incorretamente em feriados desde 2010.

Conforme o periódico, a média de afastamentos perdidos foi de seis dias por funcionário, ou cerca de 170 mil dias em toda a empresa.

Bolsa

A ação VALE3 encerrou o dia 12 de julho de 2023 cotada em R$ 67,05.

Gráfico mostra a ação VALE3 na bolsa.