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JBS foca em execução operacional, avalia banco Safra

JBS foca em execução operacional, avalia banco Safra

JBS projeta desempenho acima da indústria americana em boi até 2027 com inteligência artificial nas plantas e consolidação de operações

O Banco Safra realizou em 30 de junho uma reunião com executivos da JBS (JBSS3), incluindo a diretora de Relações com Investidores Christiane Assis e o coordenador Felipe Cruz. A mensagem central foi de foco em execução operacional e iniciativas internas para compensar os efeitos do ciclo desfavorável do boi nos Estados Unidos, enquanto a demanda global por proteína segue aquecida.

O ambiente macroeconômico e setorial permanece desafiador, particularmente por causa do ciclo do boi americano, mas a empresa está focada na execução operacional e em iniciativas internas para mitigar os efeitos dos custos mais altos enquanto captura a forte demanda por proteína“, disseram os analistas Ricardo Boiati, Rafael Une e Thiago Marmo, do Banco Safra.

A demanda no varejo americano segue resiliente, mas o setor de food service apresenta alguma fraqueza.

Ciclo do boi nos EUA: alívio pode vir pelo México

A indústria americana de boi enfrenta compressão de margens pelo alto custo do gado. Um catalisador de curto prazo é a potencial reabertura da fronteira entre EUA e México, que poderia liberar um estoque represado de quase 1,5 milhão de cabeças de gado no sistema americano, equivalente a cerca de 5% do abate dos últimos 12 meses.

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Internamente, movimentos de racionalização de capacidade, como o fechamento da planta da Pensilvânia, também contribuem progressivamente para aliviar a pressão.

“A reabertura da fronteira México-EUA provavelmente não será suficiente para resolver a situação desafiadora, mas poderia mitigá-la até que a fase de reconstrução do rebanho se materialize, o que não deve ocorrer antes de 2028”, avaliaram Boiati, Une e Marmo.

A empresa construiu um roadmap com mudanças estruturais, incluindo a consolidação das operações de gado bovino e leiteiro para otimizar compras e operações comerciais.

Inteligência artificial nas plantas e meta de superar pares em 2027

A JBS está implantando inteligência artificial nas plantas para reduzir rotatividade de funcionários, melhorar o rendimento na desossa e otimizar os incentivos de mão de obra.

A gestão vê oportunidades de melhora no segmento de boi norte-americano e projeta desempenho acima da média da indústria em 2027.

“A empresa vê oportunidades de melhorar a unidade de negócios e, consequentemente, superar seus pares, principalmente por meio da execução comercial”, disseram os analistas.

Pilgrim’s, Seara e Austrália com dinâmicas distintas

Na Pilgrim’s Pride (PPC), o capex está sendo direcionado para mudar o mix do portfólio de frango grande e com osso para frango pequeno, pronto para venda e sem osso, alinhando com as tendências do setor de fast food e reduzindo a volatilidade de margens no longo prazo.

Na Seara, a integração vertical total em aves e suínos protege as margens operacionais mesmo com a queda nos preços do suíno.

“A Seara está performando bem, sustentada pela resiliência da demanda de frango e vendas sólidas em alimentos preparados”, destacaram Boiati, Une e Marmo.

Na Austrália, a operação continua se beneficiando do ciclo favorável de gado, com clima favorável sustentando o abate acima das estimativas conservadoras da Meat & Livestock Australia. A JBS avança em participação de mercado no Japão e na Coreia do Sul.

“Em relação à alocação de capital, o Ebitda de equilíbrio de caixa permanece em US$ 5,3 bilhões, com US$ 1,1 bilhão em juros, US$ 400 milhões em arrendamentos, US$ 2,0 bilhões em capex e cerca de US$ 800 milhões relacionados a ativos biológicos”, concluíram os analistas Ricardo Boiati, Rafael Une e Thiago Marmo, do Banco Safra.

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