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Itaúsa tem lucro abaixo do esperado no 2º TRI, pressionada por NTS e Aegea

Itaúsa tem lucro abaixo do esperado no 2º TRI, pressionada por NTS e Aegea

A holding registrou lucro líquido recorrente de R$ 4,316 bilhões, queda de 4,6% em relação ao primeiro trimestre, alta de 13,4% na comparação anual

A Itaúsa (ITSA4) teve um segundo trimestre considerado abaixo das expectativas do Safra, principalmente devido ao impacto negativo da NTS e à contribuição ainda modesta da Aegea. Apesar disso, o Itaú Unibanco (ITUB4) manteve o ritmo forte de resultados e outras empresas do portfólio apresentaram crescimento expressivo, o que ajudou a limitar a frustração com o balanço.

A holding registrou lucro líquido recorrente de R$ 4,316 bilhões no segundo trimestre, queda de 4,6% em relação ao primeiro trimestre, mas alta de 13,4% na comparação anual. O resultado ficou 7,8% abaixo da estimativa do Safra, que classificou o balanço como uma leve frustração.

O principal ponto negativo foi a NTS, empresa de transporte de gás natural que integra o portfólio da Itaúsa. A companhia teve uma contribuição negativa de R$ 68 milhões para o resultado da holding no trimestre, revertendo contribuições positivas registradas tanto no segundo trimestre de 2025 quanto nos primeiros três meses deste ano.

Segundo o Safra, o desempenho mais fraco da NTS, ao lado de uma contribuição abaixo do esperado da Aegea, foi o principal responsável pelo desvio em relação às projeções. O resultado financeiro também piorou levemente, para uma despesa de R$ 62 milhões, ante R$ 55 milhões negativos tanto no primeiro trimestre quanto um ano antes.

Itaú e empresas industriais seguram o resultado

O desempenho do Itaú Unibanco continuou sendo o principal suporte para a Itaúsa. A contribuição da instituição financeira cresceu 8,5% em relação ao segundo trimestre de 2025, mantendo a trajetória de resultados sólidos.

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Entre as empresas não financeiras, o balanço também mostrou avanços relevantes. A Alpargatas (ALPA4) teve crescimento de 83% em sua contribuição, enquanto a Motiva (MOTV3) avançou 68% e a Copa Energia, 17%, na comparação anual.

Nem todas as investidas, porém, tiveram desempenho positivo. A contribuição da Dexco (DXCO3) caiu 78% em um ano, adicionando pressão sobre o resultado consolidado da holding.

Com isso, o lucro operacional da Itaúsa ficou em R$ 4,295 bilhões, alta de 12,4% sobre o mesmo período do ano passado, mas ainda abaixo da projeção do Safra.

Aegea continua no radar

Outro ponto de atenção para os investidores é a Aegea. A empresa contribuiu negativamente em R$ 14 milhões para o resultado da Itaúsa no segundo trimestre, após uma contribuição positiva de R$ 17 milhões no primeiro trimestre e negativa de R$ 21 milhões no mesmo período de 2025.

A situação da Aegea havia gerado preocupação nos trimestres anteriores, mas a percepção de risco diminuiu após ajustes contábeis e medidas de governança anunciados pela companhia. Em março de 2026, uma operação de aumento de capital elevou a participação da Itaúsa na empresa para 13,27%.

Ainda assim, o Safra observa que a Aegea deixou de contar, neste trimestre, com o efeito contábil positivo relacionado ao aumento de capital. O banco afirma que a Itaúsa continua acompanhando de perto o desempenho operacional e financeiro da investida.

Para o Safra, a contribuição negativa da Aegea ainda pode pesar sobre o desempenho das ações da Itaúsa no curto prazo, especialmente em uma comparação com os papéis do Itaú.

Dividendos aumentam

Apesar da frustração com o lucro, a Itaúsa manteve sua política de remuneração aos acionistas. No segundo trimestre, a companhia distribuiu R$ 0,21 por ação em dividendos e juros sobre capital próprio, acima dos R$ 0,13 por ação pagos no primeiro trimestre e dos R$ 0,08 registrados no segundo trimestre de 2025.

O aumento reforça um dos principais atrativos da holding para investidores que buscam geração de renda.