Café
Home
Notícias
Ações
Conheça os três vetores podem reduzir desconto de holding da Itaúsa (ITSA4)

Conheça os três vetores podem reduzir desconto de holding da Itaúsa (ITSA4)

Bradesco BBI retoma cobertura da Itaúsa com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 15,40, apostando em menor desconto de holding ante o NAV

A Itaúsa (ITSA4) negocia com desconto de holding frente ao NAV (valor líquido dos ativos) há anos, mas o Bradesco BBI acredita que esse gap está prestes a diminuir. Foi essa expectativa que levou o banco a retomar a cobertura da dona do Itaú (ITUB4) com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 15,40 para o fim de 2026.

Os analistas Marcelo Mizrahi e Renato Chanes mapearam três catalisadores para esse movimento.

O mais relevante, na visão do BBI, é a Reforma Tributária. A mudança deve encerrar a ineficiência gerada pela tributação de PIS/Cofins sobre juros sobre capital próprio recebidos pela holding, o que adicionaria cerca de R$ 8,7 bilhões em valor presente a partir de 2027.

O segundo catalisador vem de dentro do portfólio não financeiro da Itaúsa. O BBI projeta que os resultados dessas empresas passem a superar as despesas recorrentes da holding, abrindo espaço para geração de caixa maior e mais distribuição de proventos aos acionistas.

O terceiro fator é a Aegea. Após o aumento de capital, o BBI revisou o valor justo da empresa de saneamento, e um IPO estimado para maio ou junho deste ano pode adicionar até 3% ao preço-alvo da Itaúsa — ainda que, no curto prazo, a abertura de capital possa elevar temporariamente o desconto de 22,1% para até 24,2%, a depender da faixa de valuation.

Publicidade
Publicidade

No período recente, a Itaúsa também avançou na gestão do passivo.

“A dívida bruta caiu de R$ 8,4 bilhões em 2022 para R$ 3,2 bilhões em 2025, com extensão do prazo médio para 7,1 anos e redução do custo para CDI +1,1%, sem amortizações relevantes até 2029”, afirma o BBI.

Itaúsa pode ter retorno total de 24%

Com os papéis negociados a cerca de R$ 13,20 na manhã desta sexta-feira (20), o preço-alvo de R$ 15,40 implica valorização de 16%.

“O potencial de valorização de 15%, somado a um dividend yield estimado de 9,1%, resulta em retorno total de 24%”, complementam os analistas.

O valuation foi construído pelo método SOTP (soma das partes), com desconto justo de 15% — patamar inferior ao histórico de aproximadamente 20% — embutindo a expectativa de melhora tributária e a evolução do portfólio não financeiro.

O BBI reconhece riscos no horizonte, entre eles desempenho do PIB abaixo do esperado, alocação de capital menos eficiente e resultados mais fracos do Itaú Unibanco (ITUB4). No entanto, entende que a Itaúsa oferece hoje menor assimetria negativa e capacidade crescente de distribuição de proventos.

Leia também: