Home
Notícias
Ações
Itaú BBA reforça aposta em FIIs de papel e logística

Itaú BBA reforça aposta em FIIs de papel e logística

Relatório aponta preferência diante da expectativa de juros elevados por mais tempo

A aposta do Itaú BBA nos fundos imobiliários (FIIs) de papel e logística foi reforçada na carteira recomendada de agosto, em meio à expectativa de juros elevados por mais tempo. Segundo o banco, o cenário continua favorecendo ativos financeiros indexados ao CDI e ao IPCA, enquanto reduz a atratividade dos fundos de escritórios no curto e médio prazo.

Os fundos imobiliários voltaram a enfrentar um cenário desafiador em julho, marcado pela manutenção dos juros em patamares elevados e pelas incertezas macroeconômicas. Nesse ambiente, o Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX) recuou 0,32% no mês. Já a Carteira Renda com Imóveis, do Itaú BBA, registrou valorização de 0,14%, desempenho 0,45 ponto percentual superior ao do índice de referência.

Segundo o banco, as perspectivas de uma Selic em 13,75% ao ano ao final de 2026 seguem pressionando o mercado de FIIs, especialmente os fundos mais sensíveis à reprecificação da curva de juros. Ao mesmo tempo, os títulos públicos indexados à inflação continuam oferecendo retornos elevados, com o Tesouro IPCA+ 2035 negociado acima de 8% ao ano durante o mês.

Itaú BBA reforça aposta em fundos de papel e reduz exposição a escritórios

Mesmo com a expectativa de queda dos juros nos próximos trimestres, o Itaú BBA afirma manter preferência pelos fundos de ativos financeiros. Na avaliação da instituição, a taxa terminal da Selic ainda deve permanecer elevada, favorecendo os rendimentos dos fundos indexados ao CDI. Os fundos atrelados ao IPCA também seguem atrativos diante da projeção de inflação de 5,1% para 2026 e dos riscos de novas pressões inflacionárias.

Em relação aos fundos de tijolo, o banco avalia que os fundamentos permanecem sólidos, principalmente nos segmentos de galpões logísticos e lajes corporativas, que continuam registrando indicadores positivos de ocupação.

Publicidade
Publicidade

Apesar disso, esses ativos seguem mais vulneráveis às oscilações da curva de juros, o que pode ampliar a volatilidade no curto prazo. Ainda assim, o relatório aponta espaço para valorização das cotas, sustentado pelo desconto em relação ao valor patrimonial e pela perspectiva de redução da taxa de desconto ao longo do tempo.

Na carteira recomendada, o Itaú BBA retirou o fundo RBRP11. De acordo com o banco, apesar do desconto nas cotas, o cenário de juros elevados por um período prolongado reduz a atratividade da tese para o segmento de escritórios no curto e médio prazo.

Os recursos foram redistribuídos entre KNIP11 e KNHF11, que receberam aumento de 1,5 ponto percentual cada, além de BTLG11, BRCO11, KNRI11, PVBI11 e HGRU11, que tiveram incremento de 0,5 ponto percentual cada. Com a mudança, a carteira passou a ser composta por 12 fundos, com maior concentração nos segmentos de ativos financeiros e galpões logísticos.

A carteira recomendada apresenta dividend yield corrente estimado em 11,2% ao ano, equivalente a um prêmio de 2,98 pontos percentuais sobre o Tesouro IPCA+ 2035. O rendimento, no entanto, permanece abaixo da média ponderada do Ifix, atualmente em 12,9%.

Na avaliação do Itaú BBA, embora o mercado de fundos imobiliários deva continuar enfrentando volatilidade no curto prazo, os preços atuais ainda oferecem oportunidades seletivas para investidores com horizonte de longo prazo, especialmente em ativos com fundamentos operacionais sólidos e negociados com desconto.