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Após alta de 11% do Ibovespa, Itaú BBA aponta 4 ações que ainda podem se recuperar

Após alta de 11% do Ibovespa, Itaú BBA aponta 4 ações que ainda podem se recuperar

Banco destaca Equatorial, Rede D’Or, Localiza e Sabesp, mantém recomendação de compra para ações brasileiras e vê índice em 246 mil pontos com reformas fiscais mais profundas

Mesmo após o Ibovespa avançar 11% nos primeiros pregões de outubro, o Itaú BBA mantém recomendação de compra para as ações brasileiras no contexto da América Latina. O banco ainda identifica oportunidades entre empresas que ficaram atrás do índice no ano, com destaque para Equatorial (EQTL3), Rede D’Or (RDOR3), Localiza (RENT3) e Sabesp (SBSP3).

Para o BBA, a valorização recente levou a Bolsa a incorporar um cenário de ajuste fiscal gradual. Essa avaliação considera o Ibovespa aos 206 mil pontos no fechamento de 5 de outubro e os juros reais das NTN-Bs próximos de 6,5%.

Uma agenda de reformas fiscais mais profundas, contudo, poderia levar o índice aos 246 mil pontos, segundo o exercício de sensibilidade do banco. Nesse cenário, o múltiplo preço sobre lucro do Ibovespa avançaria das atuais 9,6 vezes para aproximadamente 11,5 vezes.

O rali também tornou a relação entre risco e retorno menos atraente. A razão entre os resultados dos cenários mais otimista e pessimista caiu para 0,8 vez, sinalizando que parte relevante da melhora esperada já foi incorporada aos preços.

“Apesar da alta do Ibovespa em outubro, algumas empresas com fundamentos sólidos e valuations atrativos ainda estão com performance acumulada no ano abaixo do Ibovespa e podem ter espaço para recuperação. Destacamos Equatorial, Rede D’Or, Localiza e Sabesp”, afirmam os analistas do Itaú BBA.

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Renda fixa antecipou melhora do cenário fiscal

Para o Itaú BBA, o mercado de juros incorporou uma perspectiva mais favorável para o Brasil antes da Bolsa. O indicador utilizado pelo banco para acompanhar o diferencial entre os juros reais de dez anos do Brasil e dos Estados Unidos atingiu 73,6%, depois de variar entre 20% e 40% em 2025.

Nas ações, o indicador equivalente chegou a 52,6%, apontando uma mudança mais moderada nas expectativas. O câmbio permaneceu próximo da neutralidade, com o real ainda mais influenciado por fatores externos, como commodities, liquidez global e diferença entre os juros dos países.

A composição do avanço do Ibovespa também indicou uma rotação para setores ligados à economia doméstica. As ações financeiras responderam por 48,1% dos pontos ganhos pelo índice na última segunda-feira, seguidas por serviços públicos, com 20%, e energia, com 13,8%.

Itaú Unibanco (ITUB4), B3 ($B3SA3), Petrobras (PETR4), BTG Pactual (BPAC11) e Bradesco (BBDC4) concentraram 46% dos pontos ganhos. Materiais básicos foi o único setor com contribuição negativa.

“Em um cenário doméstico mais favorável, mas ainda desafiador globalmente, preferimos uma estratégia equilibrada entre teses de dividendos, bond proxies, companhias domésticas de qualidade e empresas com receitas em dólar. Preferimos empresas mais sensíveis aos juros ante crescimento econômico, especialmente infraestrutura e utilidades públicas”, explicam os analistas.

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Bolsa pode receber R$ 270 bilhões

Caso investidores estrangeiros e brasileiros retomem suas médias históricas de alocação, o Itaú BBA calcula um fluxo potencial de R$ 270,2 bilhões para a Bolsa. Desse total, 45% viriam do exterior e 55% de investidores locais.

Cada aumento de 1 ponto percentual da participação do Brasil no índice MSCI Emerging Markets poderia gerar R$ 79,3 bilhões em entradas. O retorno ao peso histórico de 5,6%, ante os atuais 4%, representaria R$ 123 bilhões.

Na estratégia setorial, o banco prioriza empresas de energia e saneamento, com taxas internas de retorno reais entre 10% e 12%. Shopping centers também aparecem entre os segmentos mais beneficiados por uma eventual queda dos juros, enquanto bancos, empresas imobiliárias e companhias de saúde completam as preferências.