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ISA Energia (ISAE4) combina proteção e dividendos, mas Ágora mantém cautela

ISA Energia (ISAE4) combina proteção e dividendos, mas Ágora mantém cautela

Casa projeta dividend yield entre 7% e 8%, eleva preço-alvo para R$ 33 e mantém recomendação neutra

A ISA Energia (ISAE4) combina previsibilidade operacional, baixo risco e dividendos atrativos, mas oferece uma relação equilibrada entre risco e retorno diante de outras empresas do setor elétrico, segundo avaliação da Ágora Investimentos.

A casa atualizou as projeções para incorporar a nova Receita Anual Permitida, a RAP, aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para o ciclo 2026/27. As estimativas também consideram um volume maior de investimentos em reforço, manutenção e expansão da rede de transmissão.

Com a revisão, a Ágora elevou o preço-alvo de ISAE4 para R$ 33. A recomendação permaneceu neutra, apesar da expectativa de crescimento gradual dos resultados e de dividendos consistentes nos próximos anos.

“Continuamos enxergando a ISA Energia como uma tese defensiva de qualidade, combinando elevada previsibilidade de receitas, baixo risco operacional e distribuição consistente de dividendos”, afirma a Ágora.

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ISA Energia pode entregar dividend yield de até 8%

A Ágora estima que o dividend yield da ISA Energia fique entre 7% e 8% nos próximos anos. O indicador relaciona os dividendos distribuídos ao preço da ação.

Para a casa, essa remuneração oferece proteção ao investidor em períodos de maior incerteza econômica e política. A previsibilidade decorre principalmente da atuação da companhia no segmento de transmissão de energia, cujas receitas são definidas por contratos regulados.

“A expectativa de dividend yield entre 7% e 8% nos próximos anos oferece uma proteção relevante em um ambiente de incerteza econômica e política”, destaca a Ágora.

A casa também cita o histórico de disciplina na alocação de capital. Esse fator deverá ganhar importância diante dos próximos leilões de transmissão e das oportunidades relacionadas ao armazenamento de energia.

A expectativa de dividendos, contudo, não significa que os pagamentos estejam garantidos. A distribuição dependerá dos resultados, da execução dos investimentos e das decisões futuras da administração da companhia.

Nova RAP sustenta crescimento dos resultados

A Receita Anual Permitida corresponde ao valor que as transmissoras recebem pela disponibilidade de suas instalações no sistema elétrico. Por isso, a atualização da RAP influencia diretamente as projeções de receita e geração de caixa da ISA Energia.

As novas estimativas da Ágora apontam crescimento gradual do Ebitda e dos resultados nos próximos anos. A expansão deverá ser sustentada pelo portfólio atual e pelos projetos regulatórios já contratados.

“As estimativas para os próximos anos apontam crescimento gradual de Ebitda e resultados, sustentados tanto pelo portfólio atual quanto pelo backlog regulatório já contratado”, informa a casa.

O aumento dos investimentos em reforço, manutenção e expansão da rede também foi incorporado às projeções. Esses projetos ampliam a base de ativos da companhia e podem contribuir para a evolução futura da RAP.

Segundo a Ágora, a ISA Energia mantém um dos perfis operacionais mais previsíveis do setor elétrico, favorecida pela estabilidade regulatória característica da transmissão.

Litígio com a Sefaz pode avançar a partir de 2027

Outro ponto acompanhado pela Ágora é a discussão entre a ISA Energia e a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz).

A companhia continua avaliando uma possível solução para o litígio. A casa, entretanto, considera que um eventual acordo se tornou mais provável apenas a partir de 2027.

A análise não atribui ao desfecho dessa discussão um efeito imediato sobre a tese. No curto prazo, o principal suporte continua sendo a previsibilidade das receitas reguladas e dos projetos contratados.

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Por que a recomendação para ISAE4 continua neutra?

Apesar dos dividendos projetados e do retorno implícito superior ao oferecido por títulos indexados à inflação, a Ágora considera que outras empresas de serviços públicos oferecem maior potencial de valorização.

“Apesar da atratividade dos dividendos e do retorno implícito acima dos títulos indexados à inflação, entendemos que a relação risco-retorno permanece equilibrada”, avalia a casa.

Esse comparativo limita uma posição mais positiva para ISAE4. A previsibilidade e a menor volatilidade funcionam como pontos favoráveis, mas o potencial de alta em relação a outras empresas do setor mantém a recomendação neutra.

“Mantemos uma visão neutra para o papel, embora reconheçamos sua atratividade para investidores com foco em renda e menor volatilidade”, conclui a Ágora.

Com as novas estimativas, o preço-alvo foi elevado para R$ 33 por ação.