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Banco Inter (INBR32) está prestes virar corretora nos EUA

Banco Inter (INBR32) está prestes virar corretora nos EUA

O Banco Inter (INBR32) está prestes a receber licença para atuar como corretora nos EUA. Isso porque a fintech de Belo Horizonte fez importantes aquisições naquele país e deve receber autorização da Financial Industry Regulatory Authority (Finra) para se tornar uma Securities. Com essa permissão, o banco digital será tecnicamente dono de conta de corretagem […]

O Banco Inter (INBR32) está prestes a receber licença para atuar como corretora nos EUA.

Isso porque a fintech de Belo Horizonte fez importantes aquisições naquele país e deve receber autorização da Financial Industry Regulatory Authority (Finra) para se tornar uma Securities.

Com essa permissão, o banco digital será tecnicamente dono de conta de corretagem nos EUA, e isso se dá pela aquisição da fintech americana Usend, adquirida em 2021, bem como pela aquisição da gestora Yellowfi, do segmento de crédito imobiliário e hipotecas.

Assim, os clientes do Inter terão uma conta na Inter&Co Securities, e isso faz com que o banco tenha mais controle sobre as operações que desempenha no país e poderá melhorar as margens.

Acontece que por ser uma empresa estrangeira, há fatores limitadores que o banco mineiro enfrentou para chegar a essa posição, pois se trata de um mercado altamente regulado.

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Entretanto, como um bom belo-horizontino, trilhou os caminhos corretos, sem fazer alarde, promovendo aquisições e modernizações de sua plataforma, à medida que conseguia mais espaço por parte do órgão regulador norte-americano.

Desta forma, pretende implementar mais serviços e produtos financeiros para cativar seu público, bem como atrair novos correntistas. Não à toa, acabou de alcançar um milhão de clientes com a conta global e, destes, 200 mil moram nos EUA.

Na sequência, deve colocar na praça seu cartão de débito físico.

Imagem mostra a sede do Banco Inter, em BH.

Banco Inter (INBR32): projeções

Em janeiro de 2023 o Inter promoveu um evento para tratar acerca de suas metas para os anos à frente. Na ocasião, destacou que tem três principais objetivos, sendo:

  • Alcançar 60 milhões de clientes totais (cerca de 60% de taxa de ativação);
  • Alcançar índice de eficiência de 30%;
  • Alcançar ROE de 30% (vs. 15% em nossas estimativas, para 2027).

A instituição pretende, ainda, atingir uma carteira de crédito de R$ 100 bilhões e R$ 5 bilhões em lucro líquido até o ano de 2027.

Outro ponto de atenção diz respeito à meta de obter uma taxa efetiva de imposto de 34-35% e NIM de cerca de 10%.

“A ideia é que o plano seja totalmente financiado pelo capital do Inter, assumindo baixo churn e maior eficiência de capital, mas é fundamental aumentar a rentabilidade e os resultados do curto prazo para que isso seja viável”, informou o BTG (BPAC11) por meio de relatório, à época.

Precisa aumentar a rentabilidade

Os analistas do BTG destacaram, no relatório, que para viabilizar o plano de longo prazo, o Inter&Co precisa primeiro aumentar a rentabilidade (que hoje está próxima de zero).

Ibovespa

A ação INBR32 encerrou o dia 16 de janeiro de 2023 cotada em R$ 11,96.