A Intelbras (INTB3) reportou receita operacional líquida de R$ 1,167 bilhão no quarto trimestre de 2025, queda de 9,3% na comparação anual, com maior impacto nos segmentos de Energia e Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC).
A retração da receita no trimestre foi puxada principalmente pelo desempenho do segmento de Energia, cuja receita caiu 36,8% na comparação anual, enquanto o negócio de TIC recuou 11,6%. Em sentido oposto, a unidade de Segurança apresentou crescimento de 3,4% e ampliou sua relevância na composição do faturamento da companhia.
De acordo com a Intelbras, a queda consolidada é consequência das receitas menores especialmente nos negócios de Energia Solar e redes de fibra óptica dentro da unidade de TIC. No caso de Energia, o desempenho foi impactado pela redução na comercialização de projetos de miniusinas de geração distribuída e pela menor penetração no mercado de microgeradores em telhados, fatores que pressionaram o volume do segmento no período.
Estratégia de rentabilidade da Intelbras pressionou receita no curto prazo
A queda da receita também esteve associada a ajustes estratégicos realizados pela companhia ao longo de 2025, especialmente nos segmentos de TIC e Energia, com priorização de rentabilidade e revisão de portfólio e abordagem comercial.
“A Intelbras manteve o foco em crescer com disciplina no longo prazo, mesmo com ajustes que pressionaram a receita no curto prazo. As decisões foram voltadas a melhorar, de forma consistente, a qualidade do resultado e sustentar a retomada do crescimento com rentabilidade”, afirmou a administração no relatório.
Em mensagem aos investidores, a companhia destacou que parte da retração do faturamento decorre dessas escolhas deliberadas, com impacto maior nos negócios de TIC e Energia no trimestre.
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Lucro cresce mesmo com receita menor
Apesar da queda do faturamento, o lucro líquido somou R$ 137,9 milhões no período, alta de 8,2% em relação ao mesmo trimestre de 2024, com margem líquida de 11,8%.
O EBITDA somou R$ 162,2 milhões no trimestre, com margem de 13,9%, refletindo melhora sequencial frente ao trimestre anterior.
Segundo a companhia, o desempenho operacional foi sustentado por ajustes estratégicos implementados ao longo de 2025, com simplificação de processos, revisão de estruturas e controle de despesas, medidas que contribuíram para elevar a qualidade do resultado mesmo em um cenário de receita pressionada.






