A Helbor (HBOR3) reportou lucro líquido próximo de zero no quarto trimestre de 2025, em linha com as estimativas do BTG Pactual, segundo comunicado enviado ao mercado na terça-feira (24).
A receita totalizou R$ 311 milhões e o lucro bruto ajustado atingiu R$ 129 milhões, implicando margem bruta ajustada de 41,5% (280 pontos-base abaixo do banco).
Descendo pela demonstração de resultados, o lucro líquido ficou próximo de zero, amplamente em linha com a estimativa do BTG apesar de receitas mais fracas, em uma combinação de SG&A (Despesas de Vendas, Gerais e Administrativas) melhor que o esperado e linha de resultado de equivalência patrimonial mais alta.
Queima de caixa de R$ 15 milhões
A Helbor reportou queima de caixa de R$ 15 milhões, ligeiramente melhor que a projeção do BTG de R$ 20 milhões, refletindo desembolsos para cobrir o serviço da dívida e o pagamento de outorga onerosa no projeto Havva, parcialmente compensados por redução de R$ 75 milhões na linha de dívida com partes relacionadas.
A Helbor encerrou 2025 com dívida líquida de R$ 1,85 bilhão, implicando relação ainda elevada de 66% de dívida líquida sobre patrimônio.
BTG mantém compra em valuation descontado
Apesar do trimestre fraco, o BTG Pactual mantém recomendação de compra para as ações da Helbor, dado o valuation excessivamente descontado.
O banco destaca o upside significativo caso os resultados se normalizem.
“Acreditamos que a Helbor poderia desalavancar vendendo terrenos e estoques, como recentemente anunciado por uma venda de terreno para a Cyrela”, pontuam.
A ação negocia a 0,4x preço sobre valor patrimonial tangível (P/TBV), múltiplo considerado descontado pelo BTG. O preço-alvo é de R$ 4,10.
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