O Ibovespa hoje fechou em queda de 0,82%, aos 166.191 pontos, em um pregão marcado pelo aumento da aversão ao risco nos mercados internacionais. Durante a sessão, o principal índice da Bolsa brasileira oscilou entre a mínima de 166.189 pontos e a máxima de 168.994 pontos. O volume financeiro negociado somou R$ 25 bilhões.
O desempenho negativo acompanhou o movimento de forte queda nas bolsas de Nova York, onde investidores intensificaram a saída de ações de tecnologia diante de preocupações com uma possível desaceleração dos investimentos na construção de data centers.
O cenário provocou uma onda de vendas nos principais índices americanos. O Nasdaq Composite entrou em território de correção, com recuo superior a 10% em relação ao recorde registrado no mês anterior. O índice perdeu 5,52%, encerrando o pregão aos 24.315 pontos.
O S&P 500 caiu 4,36%, para 7.353,73 pontos, enquanto o Dow Jones Industrial Average recuou 3,44%, aos 51.523,06 pontos, após perder 1.833,06 pontos na sessão.
Os três principais indicadores de Wall Street registraram suas maiores perdas diárias desde abril de 2025. O movimento também atingiu o Russell 2000, índice que reúne empresas de menor capitalização, que caiu 4,45% e entrou em território de correção.
A queda interrompeu os ganhos registrados na quarta-feira, após a forte valorização observada depois das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.
Maiores altas e baixas do Ibovespa
Apesar do desempenho negativo do índice, algumas ações conseguiram encerrar o pregão no campo positivo. A C&A (CEAB3) liderou os ganhos, com valorização de 8,96%, cotada a R$ 7,42.
Na sequência, apareceram os papéis da Smart Fit (SMFT3), que avançaram 6,08%, para R$ 17,81. A Cosan (CSAN3) subiu 5,02%, encerrando a R$ 2,51, enquanto o Assaí (ASAI3) ganhou 4,57%, a R$ 8,47. Já a Hapvida (HAPV3) registrou alta de 3,44%, cotada a R$ 4,21.
Entre as maiores quedas, a CSN Mineração (CMIN3) liderou as perdas, com recuo de 6,68%, a R$ 4,89. A Embraer (EMBJ3) caiu 4,60%, para R$ 102,14, enquanto a RD Saúde (RADL3) perdeu 4,21%, encerrando a R$ 14,79.
Também figuraram entre as principais baixas as ações da WEG (WEGE3), com desvalorização de 3,58%, a R$ 48,26, e da Gerdau (GGBR4), que recuaram 3,34%, para R$ 24,05.
Tecnologia e cenário internacional pressionam mercados
A preocupação com o ritmo de expansão dos investimentos em infraestrutura de inteligência artificial e data centers esteve entre os principais fatores de pressão sobre as bolsas americanas.
A possibilidade de desaceleração nesse segmento aumentou a cautela dos investidores, especialmente em relação às empresas de tecnologia, que vinham sustentando parte dos ganhos recentes de Wall Street.
Com a intensificação das vendas nos Estados Unidos, o movimento de aversão ao risco também repercutiu nos mercados internacionais, contribuindo para o fechamento negativo do Ibovespa.
O pregão refletiu, assim, um ambiente de maior cautela entre os investidores, com atenção voltada às perspectivas para o setor de tecnologia, aos investimentos em inteligência artificial e ao comportamento das bolsas globais.
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