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Allos (ALOS3) tem trimestre sólido e projeta dividend yield de até 14,5%

Allos (ALOS3) tem trimestre sólido e projeta dividend yield de até 14,5%

O FFO (fundos provenientes das operações) totalizou R$ 334 milhões, crescimento de 19% em um ano, em linha com as projeções do BTG Pactual

A Allos (ALOS3) apresentou resultados sólidos no terceiro trimestre de 2026 (3T26), com crescimento de receita e Ebitda, além de anunciar a extensão de sua política de distribuição de dividendos para 2027. Em relatório, o BTG Pactual (BPAC11) avaliou positivamente o desempenho da companhia e reiterou a recomendação de compra para as ações.

Segundo o banco, a administradora de shopping centers registrou Ebitda ajustado de R$ 530 milhões no trimestre, alta de 15% em relação ao mesmo período de 2025 e 3% acima das estimativas dos analistas. A margem Ebitda avançou 3,5 pontos percentuais na comparação anual, alcançando 73%.

O FFO (fundos provenientes das operações) totalizou R$ 334 milhões, crescimento de 19% em um ano, em linha com as projeções do BTG Pactual. Já a receita líquida atingiu R$ 726 milhões, avanço de 10% na comparação anual, também em linha com as expectativas do banco.

Allos mantém dividendos mensais para 2027

Outro destaque do relatório foi a decisão da Allos de estender sua política de distribuição de dividendos para 2027.

A companhia manterá os pagamentos mensais entre R$ 0,28 e R$ 0,30 por ação, nos mesmos patamares praticados em 2026. Considerando essa faixa de distribuição, o dividend yield estimado para o próximo ano ficará entre 13,5% e 14,5%.

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Na avaliação do BTG Pactual, a manutenção dos dividendos já era esperada por boa parte do mercado. Ainda assim, o banco considera positiva a continuidade da política de remuneração aos acionistas.

Os analistas também avaliam que a Allos deve conseguir manter sua alavancagem próxima de duas vezes a relação entre dívida líquida e Ebitda, mesmo com a distribuição elevada de proventos.

BTG Pactual mantém recomendação de compra

Apesar de considerar os resultados do terceiro trimestre amplamente em linha com as expectativas, o BTG Pactual manteve sua recomendação de compra para as ações da Allos.

O banco destaca a combinação de crescimento operacional, geração de caixa e perspectiva de dividendos elevados como fatores favoráveis à tese de investimento.

Segundo os analistas, os papéis da companhia apresentam uma taxa interna de retorno real implícita de aproximadamente 14%, além de oferecerem um dividend yield estimado de 14% para 2027.

O BTG informou que pretende atualizar suas estimativas para a Allos em breve, mas, por enquanto, mantém uma visão positiva para a empresa, considerando a atratividade da remuneração aos acionistas e o potencial de retorno das ações.

Receitas de estacionamento e mídia impulsionam resultados da Allos

Segundo o BTG, o crescimento da receita da Allos foi favorecido principalmente pelo desempenho das operações de estacionamento e mídia.

A receita de estacionamento avançou 11% em relação ao terceiro trimestre de 2025, enquanto a receita de mídia apresentou expansão de 45% no mesmo intervalo.

Nos indicadores operacionais, o desempenho foi considerado razoável pelo BTG Pactual. As vendas nas mesmas lojas (SSS) cresceram 2,5% na comparação anual, enquanto os aluguéis nas mesmas lojas (SSR) avançaram 4,1%.

A taxa de vacância encerrou o trimestre em 4,8%, aumento de 1,3 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo o relatório, o indicador foi impactado pelo pedido de recuperação judicial da Casas Bahia. No entanto, toda a área bruta locável (ABL) relacionada à operação já estaria em negociação com potenciais novos lojistas.

O custo de ocupação dos lojistas correspondeu a 10,6% das vendas, alta de 0,1 ponto percentual em um ano. Já a taxa de inadimplência ficou em 1,5%, avanço de 0,6 ponto percentual na comparação anual.

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