O Ibovespa hoje encerrou o pregão em queda de 0,91%, aos 172.197 pontos, ampliando o movimento de correção observado nos últimos dias. O principal índice da bolsa brasileira oscilou entre a mínima de 171.792 pontos e a máxima de 173.975 pontos, em uma sessão marcada pela cautela dos investidores diante do cenário externo e pela pressão sobre ações ligadas a commodities e consumo. O volume financeiro negociado somou R$ 28,3 bilhões.
A bolsa brasileira teve desempenho oposto ao registrado em Wall Street, onde os principais índices renovaram recordes históricos. O bom humor dos investidores americanos foi impulsionado principalmente pelo setor de tecnologia, com destaque para a Nvidia, que avançou após apresentar um novo chip voltado para computadores pessoais.
Entre as maiores quedas do dia, o destaque negativo ficou para a Minerva, cujas ações recuaram 5,15%, encerrando cotadas a R$ 3,51. O papel continuou devolvendo parte dos ganhos recentes após as especulações envolvendo uma possível oferta pública para fechamento de capital.
A Raia Drogasil também esteve entre as maiores baixas, com queda de 4,44%, seguida pela Suzano, que perdeu 3,01%. Completaram a lista das principais perdas Eneva (-2,93%) e Azzas 2154 (-2,74%).
Do lado positivo, a Totvs liderou os ganhos do Ibovespa ao avançar 4,32%, fechando a R$ 34,44. A Brava Energia subiu 2,57%, beneficiada pela valorização do petróleo no mercado internacional. Também figuraram entre as maiores altas Cosan (+2,11%), Metalúrgica Gerdau (+1,94%) e Gerdau (+1,62%).
Mercados de Nova York
Nos Estados Unidos, o S&P 500 avançou 0,26%, enquanto o Nasdaq Composite também subiu 0,26%. Já o Dow Jones ganhou 0,09%, encerrando o dia em novo recorde histórico.
Apesar do ambiente positivo nos mercados americanos, o avanço dos preços do petróleo e a realização de lucros em ações que vinham acumulando forte valorização contribuíram para pressionar o mercado brasileiro.
No mercado de commodities, o petróleo voltou a ganhar força. O contrato do WTI avançou 5,93%, encerrando a sessão a US$ 92,54 por barril. Já o Brent, referência global, subiu 4,24%, para US$ 94,98. O movimento ocorreu após um período de forte correção, que levou o petróleo americano a registrar em maio sua maior queda mensal desde abril de 2025.
A valorização da commodity beneficiou parte das empresas ligadas ao setor de energia, mas não foi suficiente para sustentar o desempenho geral da bolsa brasileira.
Com o novo recuo, o mercado segue monitorando os desdobramentos do cenário internacional, a trajetória das commodities e os próximos indicadores econômicos, que devem continuar influenciando o comportamento do Ibovespa hoje nas próximas sessões.
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