O Ibovespa futuro opera em alta de aproximadamente 0,3% nesta terça-feira (15). O risco de restrição da oferta voltou ao centro das atenções após o ataque ao oleoduto leste-oeste da Arábia Saudita. O petróleo avança mais de 1% e reforça os temores inflacionários.
Os futuros de S&P 500, Nasdaq e Dow Jones recuam em Nova York, acompanhados pelas bolsas europeias. Os mercados asiáticos fecharam majoritariamente em baixa, com as preocupações sobre a segurança da inteligência artificial também pesando nos negócios.
O dólar se valoriza e os rendimentos dos Treasuries sobem, com a taxa de dez anos no maior patamar desde 2007, às vésperas da decisão do Federal Reserve. O minério de ferro caiu 0,56% em Dalian, a ¥ 707,5 por tonelada, ou US$ 105,46.
Agenda cheia no Brasil
A combinação de petróleo mais caro, dólar forte e Treasuries em alta deve limitar o Ibovespa, pressionar o real e manter a curva de juros sob atenção. Na contramão, a valorização da commodity favorece as empresas do setor.
O dia concentra eventos relevantes. O Banco Central realiza leilões de venda de até US$ 1 bilhão no mercado à vista e de compra de mesmo valor no futuro, por meio de swap cambial reverso, entre 9h20 e 9h25, e faz a rolagem de até 50 mil contratos de swap às 11h30.
A sessão presencial do Supremo Tribunal Federal começa às 10h, mesmo horário da primeira etapa da reunião do Copom, que tem continuidade às 14h. O Tesouro oferta títulos atrelados à inflação e pós-fixados às 11h.
Lá fora, China mostra fraqueza
Na Europa, os dirigentes do Banco Central Europeu Piero Cipollone e Isabel Schnabel discursam às 11h e às 14h. Os mercados também repercutem o avanço do índice de expectativas econômicas da Alemanha em setembro, ainda que abaixo das projeções, e a melhora do indicador de condições atuais.
Na Ásia, os indicadores chineses de agosto trouxeram sinais mistos. A produção industrial acelerou e superou as expectativas, mas as vendas no varejo cresceram menos que o previsto. Os investimentos em ativos fixos recuaram no acumulado do ano e os preços dos imóveis voltaram a cair.
Vendas no varejo
O volume de vendas do comércio varejista caiu 0,8% em julho de 2026 ante junho, na série com ajuste sazonal, depois de variação de 0,3% no mês anterior, informou o IBGE. A média móvel trimestral ficou em 0,1% negativo no trimestre encerrado em julho, após 0,2% negativos no trimestre encerrado em junho.
Na comparação anual, o varejo cresceu 1,2%, ritmo bem abaixo da alta de 2,8% registrada em junho. No acumulado do ano, o avanço é de 1,8%, e em 12 meses, de 1,6%.
Análise técnica
O Ibovespa amplia a acomodação após respeitar a resistência dos 187.700 pontos, enquanto o IFR deixa a região extrema e perde inclinação, o que sinaliza enfraquecimento do impulso comprador.

A tendência de alta permanece preservada, com os 180.700 pontos como suporte relevante de curto prazo. A superação dos 187.700 pontos pode favorecer continuidade em direção aos 199.380 pontos, enquanto a perda dos 180.700 pode aprofundar a correção sem, isoladamente, reverter a estrutura positiva.






