O Ibovespa futuro opera em alta de 0,62%, aos 173.780 pontos, com os mercados globais abrindo esta quinta-feira (9) em modo de recuperação, digerindo a nova escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã, segundo a análise diária da Ágora Investimentos.
Os futuros de Nova York avançam, as bolsas europeias operam majoritariamente em alta e as asiáticas fecharam sem direção única, enquanto o dólar cede frente às principais moedas.
Nas commodities, o petróleo oscila perto da estabilidade, com o Brent ao redor de US$ 78 por barril. O minério de ferro fechou a sessão de Dalian em alta de 0,27%, a ¥ 745,50 por tonelada — o equivalente a US$ 109,57.
Agenda doméstica: IPCA à vista
Por aqui, o humor deve continuar ditado pelo exterior: petróleo em alta e incerteza geopolítica tendem a limitar o apetite por risco, avalia a corretora. No pré-mercado de Nova York, os ADRs da Vale (VALE3) subiam e os da Petrobras (PETR4) recuavam.
Na agenda, o leilão de títulos prefixados do Tesouro antecede o prato principal — o IPCA de junho, que sai nesta sexta-feira.
Há, ainda, um sinal de cautela vindo do posicionamento. A Ágora nota que a relação entre posições vendidas e o Ibovespa subiu a 1,05 vez na sessão de ontem, nível que não aparecia desde 20 de junho — cedo, no entanto, para cravar mudança de tendência.
Emprego americano segue firme
Nos Estados Unidos, os pedidos iniciais de auxílio-desemprego somaram 215 mil na semana encerrada em 4 de julho, abaixo do consenso de 218 mil e dos 217 mil da semana anterior.
Os pedidos contínuos subiram a 1,814 milhão, de 1,806 milhão no dado revisado.
IGP-M abre julho no negativo
No campo dos preços, o IGP-M caiu 0,39% na primeira prévia de julho, segundo o FGV Ibre, revertendo a alta de 0,21% registrada na mesma leitura de junho.

Internacional
Lá fora, o petróleo voltou ao patamar da assinatura do acordo entre americanos e iranianos, cerca de 10% acima dos níveis pré-guerra.
“Os mercados questionam a força da posição americana, permitindo que o viés de otimismo persista”, avaliou Paul Donovan, economista-chefe do UBS, para quem o comportamento global se adaptou durante a guerra, mitigando o dano econômico das novas hostilidades.
Sobre a política monetária americana, a ata de junho do Federal Reserve mostrou dirigentes divididos entre subir ou cortar juros, com o mercado projetando cortes apenas em 2027.
“O balanço das evidências parece favorecer que o próximo movimento do Fed seja um corte de juros”, ponderou Donovan.
O economista também minimizou a tese de deflação exportada pela China, lembrando que os preços de carros importados na Europa seguem subindo.
Análise técnica: Ibovespa perde fôlego
Depois de nove sessões presas entre o suporte de 171.587 pontos e a resistência de 174.177 pontos, o índice perdeu o piso da faixa e passou a mirar a região dos 168 mil pontos. A tendência segue neutra, mas sem o viés positivo de antes, aponta a equipe da Ágora.

O trade sugerido pela corretora é a compra de Minerva entre R$ 3,51 e R$ 3,53, com primeiro objetivo em R$ 3,60 (ganho estimado entre 2,05% e 2,56%) e segundo em R$ 3,67 (entre 4,04% e 4,56%). O stop fica em R$ 3.
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