O gráfico da Petrobras (PETR4) ainda joga a favor dos comprados — desde que alguns pisos sejam respeitados.
Na análise técnica mensal do BB Investimentos, “o papel segue em uma forte tendência primária de alta, iniciada em abril de 2020“, escreveu o analista Daniel Cobucci.
No gráfico mensal, o alicerce desse movimento está na região dos R$ 31,40, que coincide com a retração de Fibonacci de 61,2%.
O olhar de médio prazo, no entanto, mostra desgaste.
No gráfico semanal, a ação já cedeu os dois primeiros apoios, em R$ 41,50 e R$ 39,40, “restando a faixa dos R$ 36,70 como divisor de curto prazo para sustentar a força altista”, apontou Cobucci.
Se esse degrau ceder, o mapa do BB-BI indica as próximas paradas: R$ 35,50, R$ 33,00 e R$ 30,20. Na direção contrária, os antigos suportes perdidos trocam de papel e viram as resistências a serem vencidas.
O diagnóstico geral, portanto, é de pausa, não de reversão.
“O papel perdeu um pouco do ímpeto altista, mas segue dentro de forte tendência de alta”, avaliou o analista do BB Investimentos, condicionando a leitura à manutenção dos suportes mapeados.
Para quem acompanha o papel, dois preços resumem o jogo. Abaixo dos R$ 37,20, acende o alerta para novas quedas; acima dos R$ 39,40, a ação retoma a tendência secundária de alta e fica livre para buscar novas máximas.