O Ibovespa futuro opera em queda de 0,25% nesta sexta-feira (25), na contramão dos mercados globais, que melhoram na margem com a expectativa de algum avanço diplomático entre Estados Unidos e Irã.
As conversas ganharam força desde quinta-feira, quando Teerã confirmou ter apresentado a Washington uma proposta para reabrir o Estreito de Ormuz. A iniciativa permitiria que os dois países retomassem, em até sete dias, os termos do memorando de entendimento firmado em junho, abrindo depois espaço para negociações sobre o programa nuclear iraniano.
O petróleo não comprou a narrativa
O ceticismo sobre um acordo segue alto, e o preço mostra isso. O Brent permanece acima de US$ 100 por barril, o que indica que o mercado continua atribuindo prêmio elevado ao risco de interrupção da oferta.
Há resistência política no caminho. Países do Golfo vêm pressionando a Casa Branca a evitar concessões prematuras a Teerã e a manter o bloqueio por mais algum tempo, postura que, segundo o Wall Street Journal, estaria relativamente alinhada à inclinação atual do presidente Donald Trump.
Japão acelera e Ásia fecha mista
No Japão, a medida de inflação subjacente acompanhada pelo banco central acelerou de 2,3% em julho para 2,6% em agosto, acima da meta da autoridade monetária, o que pressiona os juros do país. O iene também se valorizou depois que o ministro das Finanças, Katayama, indicou que seguirá coordenando suas ações com o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent.
A Ásia fechou mista, com destaque para a alta do Japão, enquanto China e Hong Kong terminaram no vermelho diante das reuniões entre Trump e Xi Jinping. As bolsas europeias operam amplamente em alta, de olho no Oriente Médio e na queda do petróleo, e os futuros americanos avançam levemente.
Na agenda doméstica, a atenção se volta ao IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial do mês.






