O Ibovespa hoje encerrou o pregão em forte alta, impulsionado principalmente pelas ações ligadas ao setor de mineração e siderurgia. O principal índice da bolsa brasileira avançou 1,16%, aos 174.197 pontos, depois de oscilar entre a mínima de 172.198 pontos e a máxima de 174.894 pontos. O volume financeiro movimentado na sessão foi de R$ 22,1 bilhões.
A recuperação ocorre após um início de semana mais pressionado e em meio à repercussão de novos capítulos da chamada Tarifa de Trump, que voltou a movimentar os mercados internacionais. O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) anunciou uma proposta para aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, alegando que o Brasil adota práticas consideradas prejudiciais ao comércio americano.
A medida foi apresentada com base na Seção 301 da legislação comercial dos Estados Unidos, instrumento que permite ao governo americano investigar e retaliar parceiros comerciais por supostas práticas desleais. Segundo o USTR, a investigação foi aberta por determinação do presidente dos EUA, Donald Trump.
Apesar da notícia, o mercado brasileiro encontrou suporte no desempenho das commodities metálicas e na valorização das empresas do setor de aço e mineração, que lideraram os ganhos do índice.
Siderúrgicas lideram ganhos do Ibovespa
As maiores altas do pregão ficaram concentradas em empresas ligadas à cadeia do aço e do minério de ferro. A CSN liderou os ganhos do índice, com avanço de 8,85%, seguida por Usiminas, que subiu 8,57%.
Também se destacaram:
- CSN ON: +8,85%
- Usiminas PNA: +8,57%
- Gerdau PN: +6,53%
- Metalúrgica Gerdau PN: +5,81%
- CSN Mineração ON: +5,29%
O movimento refletiu a melhora do humor dos investidores em relação às commodities metálicas, favorecendo empresas com forte exposição ao mercado internacional.
Na ponta negativa do Ibovespa, algumas ações ligadas ao consumo e à indústria registraram realização de lucros. As maiores baixas foram:
- Marcopolo PN: -2,78%
- Magazine Luiza ON: -2,41%
- Weg ON: -2,33%
- Braskem PN: -2,15%
- Prio ON: -1,34%
O desempenho negativo de papéis ligados ao consumo ocorreu mesmo com o ambiente mais positivo na Bolsa, evidenciando uma movimentação seletiva dos investidores.
Mercados de Nova York
O cenário externo também ajudou a sustentar o apetite por risco. Nos Estados Unidos, os principais índices acionários encerraram o dia em novos patamares históricos.
O S&P 500 avançou 0,13%, fechando aos 7.609,78 pontos, superando pela primeira vez a marca dos 7.600 pontos. Já o Dow Jones Industrial Average subiu 0,45%, aos 51.307,79 pontos, enquanto o Nasdaq Composite registrou leve alta de 0,03%, aos 27.093,90 pontos.
Os investidores continuaram monitorando os desdobramentos das negociações envolvendo Estados Unidos e Irã, além das perspectivas para as gigantes de tecnologia, que seguem sustentando o desempenho dos mercados americanos.
Com o avanço desta terça-feira, o Ibovespa hoje recuperou parte das perdas recentes e voltou a se aproximar da região dos 175 mil pontos, mantendo o mercado atento tanto ao cenário internacional quanto aos possíveis impactos das novas tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos.
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