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Serviços básicos: BTG (BPAC11) mantém visão otimista após eleição

Serviços básicos: BTG (BPAC11) mantém visão otimista após eleição

O banco BTG Pactual (BPAC11) manteve sua visão otimista para os serviços básicos no país após as eleições deste domingo. O banco avaliou diferentes frentes, como o setor elétrico, e verificou os cenários não só no âmbito nacional, mas no estadual. Com relação ao setor elétrico como um todo, o BTG avaliou que não vê […]

O banco BTG Pactual (BPAC11) manteve sua visão otimista para os serviços básicos no país após as eleições deste domingo. O banco avaliou diferentes frentes, como o setor elétrico, e verificou os cenários não só no âmbito nacional, mas no estadual.

Com relação ao setor elétrico como um todo, o BTG avaliou que não vê grandes rupturas no setor elétrico. Segundo o banco, na frente regulatória, a Aneel – Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – já navegou por vários ciclos políticos no Brasil e sempre se manteve fiel às principais regulamentações do setor, mesmo durante a MP nº 579 (2012), que teve implicações desafiadoras para o setor, os contratos foram respeitados apesar da grande frustração das expectativas na época.

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Diante desse cenário, o banco aponta que a visão positiva sobre o setor, pois vê proteção por meio de contratos de longo prazo, forte fluxo de caixa, previsibilidade e valuations relativamente atraentes.

Serviços básicos: Eletrobras (ELET3; ELET6) mantém proteção

Relatório do banco informou ainda que a Eletrobras (ELET3; ELET6) se torna uma foco natural de atenção, pois durante seu processo de privatização recebeu diversos questionamentos sobre o risco potencial de uma eventual reestatização em um novo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Mas vale lembrar que, de acordo com os termos da privatização, o poder de voto de qualquer acionista individual é limitado a 10% (isso inclui todas as entidades relacionadas ao governo)”, aponta o BTG.

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Há também uma poison pill de 200% caso o governo (ou qualquer outro acionista) decida adquirir o controle acionário da elétrica, o que representaria a compra de 50+1%, do capital social da empresa, o que neste momento se traduziria em uma conta de mais de R$ 300 bilhões.

Aliás, na última sexta-feira (28), a Eletrobras divulgou fato relevante informando que a administração está discutindo a relação de conversão entre ações ordinárias (ON) e preferenciais (PN) para a migração da companhia para o Novo Mercado.

A proposta atualmente em discussão é de 1,1 ação ON para cada ação PN. Este assunto tem sido muito debatido desde a privatização. Alguns argumentam que as ações PN merecem o prêmio de 10%, já que esse é o prêmio de dividendo atual das ações PN sobre as ações ON.

Segundo o relatório, outros argumentam que não deveria haver nenhum prêmio, pois as ações PN já se beneficiariam do aumento da liquidez e as taxas de conversão em todas as migrações do Novo Mercado têm sido historicamente de 1:1.

No entanto, um argumento para o recebimento do prêmio é que as PNs representam uma parcela muito baixa do capital social da elétrica e os acionistas da PN precisam aprovar a transação, o que tornaria o processo muito mais tranquilo, já que o valor a ser “pago” não seria tão significativo.

Distribuidoras

Sobre as distribuidoras, o banco citou que, embora esteja cautelosamente otimista na frente regulatória, a discussão em torno das renovações de concessões de distribuidoras é diferente, pois é um assunto que ainda preocupa os investidores. Como o “dono” das concessões é o governo federal, ele terá a palavra final sobre essa questão.

“Em 2012, a Aneel chegou a criticar a MP 579, mas os termos finais foram definidos pelo governo. Até agora, só tivemos feedback positivo da Aneel, do Ministério da Energia (MME) e dos agentes de mercado sobre o que esperar nessa frente”, aponta o relatório do banco.

A mensagem apontou para renovações não onerosas (ou seja, sem pagamentos de concessão às empresas), com a eventual implementação de indicadores de qualidade regulatória mais rígidos. Mas ainda não há sinalização de como pode vir a ser a nova composição do Ministério de Minas de Energia.

“Até agora, Mauricio Tolmasquim, atual coordenador do setor de energia de Lula e ex-secretário de energia do Brasil, também defendeu a renovação das concessões. A Energisa (ENGI11), por ser uma distribuidora pura, provavelmente seria a mais exposta a essas discussões”, aponta outro trecho do relatório.

Cenário de São Paulo

Quanto às eleições estaduais, Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi eleito governador de São Paulo. Embora o banco acredita que sua vitória era amplamente esperada, ela deve ter um impacto positivo de redução de risco na Sabesp (SBSP3).

Todos os olhos estarão agora na rapidez com que a agenda de privatizações avançará. Apesar disso, ainda vemos a Sabesp sendo negociada a cerca de 0,8x EV/RAB 23. O banco aponta que o nome está precificando atualmente um cenário de uma estatal bem administrada e muito pouco de uma privatização avançando.

Se a privatização ocorrer, ainda temos que entender qual modelo será escolhido: capitalização – nos moldes da Eletrobras – uma privatização pura, ou mesmo um leilão de vários blocos de concessão.

No entanto, considerando como a regulação funciona hoje, nosso cenário base para uma Sabesp privatizada seria negociada a 1x EV/RAB, implicando R$ 81/ação e ainda oferecendo 36% de alta sobre os preços atuais. Há duas semanas, o banco realizou um evento com Romeu Zema (Novo), governador reeleito de Minas Gerais, que reforçou seu objetivo de privatizar a Cemig (CMIG4) e a Copasa (CSMG3).

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