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Governo muda leilão de energia e beneficia Eneva

Governo muda leilão de energia e beneficia Eneva

O governo federal promoveu mudanças no chamado leilão de energia marcado para o meio do ano, beneficiando empresas como Eneva (ENEV3)

O governo federal promoveu mudanças no chamado leilão de energia marcado para o meio do ano. Na segunda-feira (6), o Ministério de Minas e Energia (MME) publicou portaria com ajustes em texto de documento anterior, responsável por estabelecer as diretrizes para a realização do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência de 2025 (LRCAP 2025), também chamado de leilão de potência. Uma das principais beneficiadas foram empresas que atuam no setor de usinas termelétricas, como é o caso da Eneva (ENEV3).

Isso ocorreu porque a nova portaria permitiu a participação de termelétricas instaladas no complexo do Parnaíba, operado pela ENEV3. Regulamentação anterior, previa somente a participação de novos empreendimentos, o que levou a uma derrubada das ações da Eneva na semana passada.

O certame está programado para junho deste ano e abrange empreendimentos de geração, novos e existentes, que contribuam para o aumento da potência do Sistema Interligado Nacional (SIN).

Com as mudanças, as ações da Eneva chegaram a subir mais de 5% no começo da semana. Nesta quinta (9), os papéis continuam em alta, porém com menos intenside, subindo 0,28%, a R$ 10,63.

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Leilão de energia busca contemplar usinas com entregas até 2030

O certame contempla a contratação de dez produtos com prazos de entrega que variam de 2025 a 2030. Além das usinas termelétricas movidas a gás natural e biocombustíveis, o leilão traz como inovação a possibilidade de contratação de potência por meio da ampliação de usinas hidrelétricas, mediante a instalação de novas unidades geradoras adicionais.

Para os empreendimentos já existentes, os contratos terão duração de dez anos, enquanto os novos empreendimentos serão contratados por quinze anos.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, a nova portaria é resultado de intensos debates realizados em colaboração com órgãos do setor elétrico, como a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Também se baseia nas contribuições recebidas durante a Consulta Pública nº 160/2024, que contou com quase 50 dias de duração e registrou a participação de 134 interessados, com o envio de 789 contribuições organizadas em 141 documentos.

“Diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas e da crescente variabilidade das fontes renováveis, a realização desse leilão busca assegurar a confiabilidade e a segurança do fornecimento de energia elétrica em todo o território nacional, especialmente nos horários de maior demanda e menor geração renovável”, afirmou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

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