O banco Safra revisou suas projeções para o segundo trimestre do setor siderúrgico e aponta Gerdau (GGBR4) e Usiminas (USIM5) como os destaques positivos do período. A Gerdau teve suas estimativas elevadas, enquanto os números da Usiminas foram mantidos, com ambas ficando 1% acima do consenso do mercado.
“Vemos Gerdau e Usiminas como os destaques positivos, e CSN Mineração (CMIN3) e CSN (CSNA3) como os pontos negativos do trimestre“, afirmaram os analistas Ricardo Monegaglia e Caique Isidoro, do banco Safra.
As estimativas foram revisadas após avaliação dos volumes, preços realizados e evolução de custos em cada operação.
Gerdau deve crescer 8% no Ebitda sequencial
O Safra projeta Ebitda de R$ 3,2 bilhões para a Gerdau no segundo trimestre, alta de 8% em relação ao primeiro. Na América do Norte, o Ebitda deve subir 7% impulsionado por maiores embarques e queda no custo dos produtos vendidos por tonelada em reais, mesmo com preços realizados estáveis.
No Brasil, o crescimento de 15% no Ebitda reflete embarques 8% maiores e preços domésticos 4% mais altos, que mais do que compensam a alta de 4% nos custos.
“Projetamos Ebitda de R$ 667 milhões para o Brasil, com margem de 9,5%, R$ 2,401 bilhões para a América do Norte, com margem de 25%, e R$ 188 milhões para a América do Sul, com margem de 13,6%”, detalharam Monegaglia e Isidoro.
A América do Sul deve permanecer estável na comparação trimestral.
Usiminas estável com mineração pressionando
Na Usiminas, o Ebitda ajustado projetado é de R$ 658 milhões, estável em relação ao trimestre anterior. O segmento de aço deve crescer 12% sequencialmente, com preços domésticos 4% mais altos e preços de exportação 1% acima compensando a alta de 3% no custo dos produtos vendidos por tonelada, com embarques totais estáveis em 1.013 quilotoneladas.
“Na mineração, estimamos Ebitda de R$ 49 milhões, queda de 56% sequencialmente, apesar do aumento de 8% nos embarques, devido ao menor preço realizado de minério de ferro de R$ 376 por tonelada e ao aumento de 8% no custo dos produtos vendidos por tonelada”, concluíram os analistas Ricardo Monegaglia e Caique Isidoro.
A divisão de mineração é o principal vetor negativo nos números da Usiminas no trimestre.






