A General Motors (GM; GMCO34) registrou lucro líquido atribuído aos acionistas de US$ 3,3 bilhões no terceiro trimestre, alta de aproximadamente US$ 2 bilhões em relação ao mesmo período do ano anterior. No terceiro trimestre de 2025, o resultado havia sido de US$ 1,3 bilhão.
O desempenho superou as estimativas de analistas compiladas pela LSEG. O lucro por ação ajustado foi de US$ 3,70, ante US$ 3,63 esperados. A receita somou US$ 50,02 bilhões, acima dos US$ 48,7 bilhões projetados pelo mercado e dos US$ 48,59 bilhões de um ano antes. Apesar dos números acima do esperado, as ações da General Motors caíam cerca de 7% no pré-mercado.
Junto com o balanço, a General Motors anunciou um novo programa plurianual de recompra de ações de US$ 20 bilhões, sem prazo específico para conclusão. O anúncio ocorre após a empresa finalizar um programa de US$ 6 bilhões divulgado em janeiro.
Projeções revisadas
A montadora de Detroit reduziu sua projeção de lucros para 2026 e elevou as expectativas de fluxo de caixa livre. A nova estimativa inclui:
- EBIT ajustado: entre US$ 14,5 bilhões e US$ 15,5 bilhões
- Lucro ajustado por ação: entre US$ 12,75 e US$ 13,75
- Fluxo de caixa livre ajustado do setor automotivo: entre US$ 11,5 bilhões e US$ 12,5 bilhões
Em julho, a projeção previa EBIT ajustado de US$ 14 bilhões a US$ 16 bilhões, lucro por ação de US$ 12 a US$ 14 e fluxo de caixa livre de US$ 9,5 bilhões a US$ 11,5 bilhões.
Pressão de custos
Antes da divulgação, analistas estavam divididos sobre uma eventual revisão para cima das projeções, em meio a preocupações com a desaceleração das vendas e o aumento dos custos de commodities. A General Motors afirmou que a inflação de commodities deve ficar em torno de US$ 2 bilhões, no limite superior da previsão anterior, incluindo custos maiores com logística e chips de memória DRAM.
Já os custos brutos com tarifas alfandegárias devem ficar no piso da faixa esperada, de US$ 2,5 bilhões a US$ 3,5 bilhões. Os gastos com garantia devem ficar no teto, entre US$ 1 bilhão e US$ 1,5 bilhão.
O diretor financeiro, Paul Jacobson, disse à CNBC que os preços dos veículos estão relativamente estáveis, enquanto os custos inflacionários seguem em alta. A empresa avaliará a situação dos consumidores no próximo ano para decidir se repassa os custos com reajustes acima do normal. Ele também alertou que o quarto trimestre terá resultado inferior ao do terceiro.
América do Norte lidera e elétricos ficam para trás
As operações na América do Norte continuaram sustentando os resultados, com US$ 3,6 bilhões dos US$ 4,1 bilhões de EBIT ajustado no trimestre.
A General Motors também informou que os custos da redução na produção de veículos totalmente elétricos, anunciada no ano passado, foram “substancialmente concluídos”. Desde o segundo semestre do ano passado, a empresa registrou US$ 11,2 bilhões em despesas ligadas ao tema, incluindo o pagamento de US$ 4,6 bilhões dos US$ 7,4 bilhões em dinheiro até o terceiro trimestre.
Em carta aos acionistas, a CEO Mary Barra afirmou que a companhia segue com bom desempenho e trabalha para manter o ritmo apesar das pressões inflacionárias, com investimentos em novos produtos e serviços, qualidade e eficiência operacional.
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