O fechamento da fábrica de revestimentos da Dexco (DXCO3) em Urussanga (SC) pode representar um importante avanço na rentabilidade da companhia, segundo avaliação divulgada pelo banco Safra nesta segunda-feira (25).
“Em análises realizadas com dados históricos desde o primeiro trimestre de 2019, o segmento de revestimentos apresentou a maior sensibilidade entre utilização de capacidade e margem Ebitda. Pelas estimativas, cada aumento de 10 pontos percentuais na utilização das fábricas pode elevar a margem Ebitda em cerca de 5,4 pontos percentuais”, diz parte do relatório.
Em relatório, os analistas destacaram que a decisão da empresa de encerrar as operações da unidade e concentrar a produção das marcas Ceusa e Portinari em Criciúma (SC) e Botucatu (SP) tende a elevar significativamente a eficiência operacional da divisão de cerâmicas.
A unidade desativada responde por cerca de 25% da capacidade total de produção de revestimentos da Dexco, com potencial estimado de aproximadamente 4 milhões de metros quadrados.
Reorganização
Com a reorganização, o Safra calcula que a taxa de utilização das fábricas remanescentes pode alcançar cerca de 75% em 2026, movimento considerado estratégico para expansão das margens operacionais.
Segundo o banco, o segmento de revestimentos é justamente o mais sensível ao aumento da ocupação industrial dentro da companhia. Pelas estimativas dos analistas, cada avanço de 10 pontos percentuais na utilização da capacidade produtiva pode gerar um crescimento de cerca de 5,4 pontos percentuais na margem Ebitda da operação.
Na avaliação do Safra, o movimento reforça a busca da Dexco por maior competitividade e sustentabilidade operacional em um cenário ainda desafiador para a indústria de materiais de construção.
A Dexco afirmou que o fechamento da unidade faz parte de uma reorganização operacional voltada para ganho de eficiência e simplificação da estrutura produtiva.
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