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Eztec tem lucro acima do consenso no quarto trimestre de 2025

Eztec tem lucro acima do consenso no quarto trimestre de 2025

Lucro líquido de R$ 118 milhões no trimestre totalizou R$ 535 milhões em 2025, crescimento de 32% no ano apesar da desaceleração no faturamento

A Eztec (EZTC3) encerrou o quarto trimestre de 2025 com uma desaceleração expressiva no faturamento – esperada pelo mercado – mas com um lucro líquido acima do consenso que deve amenizar a leitura dos investidores. É essa a avaliação dos analistas Bruno Mendonça e Wellington Lourenço, do Bradesco BBI, que mantêm recomendação Neutra para a construtora.

A receita líquida caiu para R$ 269 milhões, recuo de 37% na comparação anual e 43% no trimestre, ficando 11% abaixo da estimativa do banco.

“A desaceleração no faturamento era esperada, dado o ciclo de entregas de projetos representativos na contabilidade da empresa”, contextualizam os analistas. No acumulado de 2025, a receita totalizou R$ 1,499 bilhão, queda de 4% no ano.

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As margens contaram uma história diferente. “A margem bruta cresceu 3,1 pontos percentuais na comparação anual, chegando a 40,6%, em linha com nossa estimativa”, destacam Mendonça e Lourenço.

A margem ajustada ficou em 42,8%. Os analistas ressaltam, porém, que os projetos entregues tinham margens superiores à safra atual — o que explica a queda sequencial de 4,1 pontos no trimestre.

Surpresa no lucro

O lucro foi o destaque positivo.

“O lucro líquido de R$ 118 milhões veio acima do consenso, impulsionado principalmente por melhores resultados financeiros, sustentados por um forte fluxo de caixa livre de R$ 238 milhões no trimestre”, apontam os analistas. No acumulado do ano, o lucro somou R$ 535 milhões — crescimento de 32%. O ROE atingiu 10,9% em 2025, alta de 2,3 pontos percentuais na comparação anual.

A dívida líquida recuou 11% no trimestre para R$ 147 milhões, com alavancagem de apenas 2,9% em relação ao patrimônio líquido — balanço sólido que reforça a disciplina financeira da companhia.

Apesar dos pontos positivos, o Bradesco BBI mantém cautela.

“Mantemos recomendação neutra devido ao valuation de 7,1 vezes o lucro estimado para 2026, prêmio frente à Cyrela em 6 vezes, e à lucratividade ainda fraca, com ROE (Return om Equity) em cerca de 11% esperado para 2026”, explicam Mendonça e Lourenço. A visibilidade sobre a venda da Esther Towers também segue baixa, com as condições do mercado de escritórios ainda desafiadoras no curto prazo.