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Equatorial na Copasa: vale a pena comprar as ações agora?

Equatorial na Copasa: vale a pena comprar as ações agora?

Roadshow entre 5 e 11 de junho com estreia prevista para 15 de junho; Morgan Stanley mantém overweight para Equatorial e neutro para Copasa após rali recente

A Equatorial (EQTL3) foi selecionada como investidora de referência no processo de privatização da Copasa (CSMG3), adquirindo participação inicial de 30% por R$ 49,03 por ação — 4% acima do preço mínimo de R$ 47,23 estabelecido pelo governo de Minas Gerais. O Morgan Stanley avalia o resultado como construtivo para os dois papéis, em relatório assinado pelos analistas Fernando Amaral, Bruno Oyamata e Lucia Eguidazu.

“A Equatorial foi a única ofertante, pois os concorrentes optaram por não apresentar propostas — o resultado é construtivo para ambas as ações, com um lance disciplinado que reforça a expansão estratégica da companhia no saneamento”, afirmam os analistas.

A companhia sinalizou ainda intenção de adquirir 48 milhões de ações adicionais, o que elevaria o investimento total para cerca de R$ 8 bilhões e a participação para 42,6% do capital da Copasa. O exercício do direito de preferência do mercado é visto como improvável pelo Morgan Stanley.

Alavancagem sobe levemente

“O impacto na alavancagem deve ser limitado, com a relação dívida líquida/Ebitda subindo para 3,3-3,4 vezes, a partir de 3,1 vezes no primeiro trimestre de 2026 — ainda bem abaixo do covenant de 4,5 vezes, preservando a flexibilidade financeira”, destacam Amaral, Oyamata e Eguidazu.

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O banco vê o preço-alvo de R$ 58 por ação para a Copasa implicando 18% de upside ao lance da Equatorial e TIR real (Taxa Interna de Retorno) de 12,5%. No cenário otimista, com alvo de R$ 75, o upside sobe para 53% e a TIR real chega a 15%.

Equatorial
(Imagem: Divulgação/ Equatorial)

Equatorial traz expertise para destravar valor na Copasa

A Equatorial traz um conjunto robusto de capacidades para apoiar a execução da Copasa após a privatização, incluindo expertise comprovada em reestruturações operacionais e execução de capex em larga escala — crítico diante das necessidades de R$ 22 bilhões até 2030″, avaliam os analistas.

Entre os ativos da gestora estão uma equipe de gestão orientada por desempenho, cultura de alocação de capital disciplinada e experiência com marcos regulatórios baseados em retorno sobre ativos.

Equatorial permanece top pick; Copasa tem riscos após rali recente

O roadshow está previsto para ocorrer entre os dias 5 e 11 de junho, com precificação ao final do período e início de negociação esperado para 15 de junho de 2026.

“A Equatorial permanece entre as ações mais preferidas em nossa cobertura, combinando valuation atrativo com TIR real de dois dígitos, um dos maiores CAGRs de lucro esperados — cerca de 17% entre 2025 e 2030 — e catalisadores positivamente assimétricos”, afirmam os analistas.

No entanto, o Morgan Stanley mantém recomendação neutra para a Copasa.

“Embora a entrada da Equatorial fortaleça o caso de investimento — melhorando a confiança na execução e o potencial de criação de valor —, riscos permanecem, como a evolução regulatória e a adesão municipal ao processo de privatização”, concluem Amaral, Oyamata e Eguidazu.