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Eneva: o que esperar das ações após leilão de energia? Entenda

Eneva: o que esperar das ações após leilão de energia? Entenda

O evento, conhecido como Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP), pode provocar fortes oscilações nos papéis da companhia

Às vésperas do aguardado leilão de reserva de capacidade no Brasil, o banco BTG Pactual (BPAC11) avalia quais cenários podem surgir para as ações da Eneva (ENEV3) após o resultado do certame. O evento, conhecido como Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP), pode provocar fortes oscilações nos papéis da companhia devido ao potencial impacto financeiro dos contratos que podem ser renovados ou conquistados.

De acordo com análise do banco de investimentos, o valor das ações da empresa após o leilão dependerá principalmente de três fatores: a renovação das usinas já existentes, a contratação de novos projetos de geração e eventuais expansões adicionais de capacidade. Segundo o relatório, esses elementos podem alterar significativamente o valor justo estimado para os papéis da companhia.

No cenário mais conservador, em que não há renovação de usinas e nenhum novo projeto contratado, o valor estimado para as ações ficaria em torno de R$ 13,10 no curto prazo, com preço-alvo de R$ 14,70 ao final do ano. Caso ocorra renovação com desconto de 25% em relação ao teto tarifário do leilão, a estimativa sobe para R$ 16,60 por ação, com preço-alvo anual de R$ 18,70. Já com desconto de 10%, o valor projetado alcança R$ 17,70, com alvo de R$ 19,80.

Se as usinas forem renovadas exatamente no teto de preços do leilão, o valor estimado para as ações pode chegar a R$ 18,40 no curto prazo e R$ 20,60 ao final do ano.

Cenários estimados pelo BTG. Fonte: BTG Pactual

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Contratação de capacidade

Além disso, a contratação de nova capacidade pode elevar ainda mais essas projeções. Caso a empresa conquiste 1,3 gigawatt (GW) adicionais de geração no teto tarifário, isso poderia acrescentar cerca de R$ 3,90 por ação ao valor estimado, elevando o preço-alvo para aproximadamente R$ 4,20 adicionais no horizonte anual. Com descontos de 10% ou 25% no teto, o impacto adicional seria de cerca de R$ 3,10 ou R$ 1,90 por ação, respectivamente.

Projetos adicionais também podem contribuir para o potencial de valorização. Cada gigawatt extra contratado poderia acrescentar entre R$ 1,50 e R$ 3,00 por ação, dependendo das condições tarifárias.

Combinando os diferentes cenários, o relatório do BTG estima que o chamado cenário pessimista plausível aponta para ações em torno de R$ 18,50, com preço-alvo anual de R$ 20,70. Já no cenário otimista plausível, os papéis poderiam atingir cerca de R$ 27,20 no curto prazo e até R$ 30,00 ao final do ano, evidenciando a elevada sensibilidade da empresa aos resultados do leilão.

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